Dólar cai 0,84% sob influência do mercado internacional

Estadão Conteúdo
Economia | Publicado em 14/06/2017 às 18:40

O cenário internacional foi determinante para o comportamento do mercado de câmbio brasileiro nesta quarta-feira, 14. Discussões em torno do ritmo da economia dos Estados Unidos e a postura do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) na política monetária local foram determinantes para as oscilações da moeda desde cedo. O dólar negociado no mercado à vista fechou em baixa de 0,84%, cotado a R$ 3,2810.

Apesar de a principal expectativa do dia ser a decisão de política monetária do Fed, anunciada às 15h, o sinal de baixa já havia sido determinado no período da manhã. Os dados mais fracos que o esperado das vendas no varejo americano e da inflação no varejo enfraqueceram o dólar perante a grande maioria das divisas pelo mundo, principalmente no caso das emergentes. A decisão do Fed, enfim, veio dentro do esperado, com elevação de 0,25 ponto porcentual nas taxas básicas do país.

A instituição manteve a previsão de alta gradual nos juros e previu mais um aumento nas taxas este ano, em meio a previsões que apresentaram projeção de inflação mais fraca no período. A decisão levou o dólar a acelerar pontualmente o ritmo de queda, até as cotações passaram por alguma instabilidade no mercado internacional, com influência também por aqui. O motivo foram as sinalizações da instituição sobre a decisão de promover uma redução de seu balanço de ativos, iniciando com US$ 10 bilhões por mês.

"Hoje os eventos externos fizeram mais preço, mas é provável que na próxima semana o cenário doméstico volte a influenciar mais os negócios, já que provavelmente teremos denúncia da Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer e a continuidade da tramitação da reforma trabalhista no Senado", afirmou Ignácio Crespo, economista da Guide Investimentos

Entre os poucos fatos políticos de destaque no dia esteve o depoimento do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à Polícia Federal. O ex-presidente da Câmara dos Deputados negou ter recebido propinas da JBS em troca de se manter calado nas investigações da Operação Lava Jato. Cunha prestou depoimento no inquérito que investiga Michel Temer por corrupção passiva, obstrução da Justiça e organização criminosa.



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