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Dólar encerra pregão na menor cotação desde 5 de novembro

27/12/19 às 19:20 - Escrito por Estadão Conteúdo

Pareado com o movimento do exterior, onde as principais moedas de países emergentes mostraram força, o dólar no Brasil seguiu pelo caminho da desvalorização. A divisa americana encerrou o penúltimo pregão do ano na B3 em baixa de 0,28%, cotada a R$ 4,0503 - a menor cotação desde o dia 5 de novembro. No acumulado da semana, houve recuo de 1,08%. E, mesmo que em dezembro até a data de hoje o câmbio tenha voltado 4,49%, não foi possível reverter a alta de 4,62% no ano.

Nesta sexta-feira, a moeda americana operou em uma faixa na qual tocou em R$ 4,0355, na mínima do dia, e em R$ 4,0617, na máxima. Mauricio Nakahodo, economista do Banco MUFG Brasil, lembra que, na primeira etapa do pregão, os bons ventos vindos dos indicadores de lucros industriais chineses (leia mais no texto de Mercados Internacionais) e o recorde de vendas online nos Estados Unidos deram ânimo para a tomada de risco.

"Neste momento, o cenário mais negativo com relação à desaceleração global está reduzido", disse, lembrando que o temor ainda ronda 2020, principalmente pelos riscos de, no conjunto, as principais economias não conseguirem expandir 3%. "Ainda é um caminho cheio de incertezas".

Do ponto de vista local, o recuo da taxa de desemprego para 11,2% no trimestre até novembro mostra que a economia prossegue em recuperação e vai consolidando a perspectiva de um 2020 de crescimento mais robusto. Esse cenário, ressaltam analistas, dá perspectivas de um fluxo de estrangeiros para o Brasil, e o mercado antecipa nas cotações.

Na sessão de hoje, algumas moedas de emergentes se valorizaram mais, como peso mexicano e de alguns países do leste europeu, indicando saídas pontuais de recursos.

O Credit Default Swap (CDS) de cinco anos do Brasil, termômetro do risco-País, voltou a operar nesta tarde abaixo da linha dos 100 pontos, marcando 98,63 pontos -recuo em relação à referência anterior, de 102,37 pontos, indicada nas cotações da IHS Markit.

No segmento futuro, com vencimento em janeiro de 2020, o dólar encerrou o pregão a R$ 4,044, em baixa de 0,31%. O giro financeiro foi de US$ 11,54 bilhões.

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