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Em linha com exterior favorável e noticiário doméstico escasso, Bovespa sobe


Em linha com exterior favorável e noticiário doméstico escasso
Foto: divulgação

A Bovespa abriu em alta nesta quarta-feira, 14, acompanhando a melhora dos câmbio doméstico, dos juros futuros e de ativos no exterior após divulgação de dados nos EUA. O índice de preços ao produtor (CPI) dos Estados Unidos caiu 0,1% em maio ante abril, contrariando a previsão de alta de 0,2%, e as vendas no varejo recuaram 0,3% na mesma base de comparação.

O analista da Clear Corretora, Raphael Figueredo, comenta que os ativos brasileiros tendem a acompanhar o bom humor externo enquanto o noticiário político no País segue sem novidades. "O dado do CPI índice de preços dos EUA) veio fraco e corrobora a ideia de que não há necessidade de nova elevação de juros além do que já está previsto para hoje. Claro que tudo depende do comunicado do Federal Reserve Fed, o banco central norte-americano a ser divulgado às 15 horas de Brasília, meia hora antes da entrevista da presidente do BC dos EUA, Janet Yellen."

Às 10h28, o Ibovespa subia 0,89% aos 62.394,11 pontos. Como há vencimento do contrato para junho do Ibovespa e também de opções sobre o índice futuro, a expectativa é de grande volume de negócios.

Perto da abertura, o giro financeiro projetado já era superior a R$ 8 bilhões. Nos últimos dias, os negócios têm totalizado cerca de R$ 6 bilhões. Em Nova York, às 10h30, os índices acionários em NY abriram em alta, oscilando perto da pontuação de fechamento de terça-feira.

Apesar de o presidente da Petrobras, Pedro Parente, ter afirmado na terça que analisa a possibilidade de aumentar a frequência de reajustes no preço dos combustíveis, as ações da petroleira têm sinais mistos. A queda do preço do petróleo influencia negativamente os papéis da estatal.

Sobre o avanço de 1% do volume de serviços prestados em abril, o economista-chefe da Parallaxis, Rafael Leão, afirmou que o resultado não indica recuperação do setor. A economista Natalia Cotarelli, do Banco ABC Brasil, concorda e diz que a queda forte de 5,6% dos serviços prestados na comparação com o quarto mês de 2016 reforça que não há sinal de retomada da economia.


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