'Há um esforço muito grande para cumprir a meta', diz secretária do Tesouro

Estadão Conteúdo
Economia | Publicado em 26/07/2017 às 15:55

Foto: Divulgação

A secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, disse que há um esforço muito grande do governo para contenção de despesas com o objetivo de cumprir sua meta fiscal. Ela chamou a atenção para o fato de, apesar da programação financeira apertada, a execução estar abaixo do limite financeiro autorizado, mesmo com "tendência persistente" de crescimento das despesas obrigatórias. "Voltamos a níveis de 2011 em termos de crescimento das despesas", afirmou.

No primeiro semestre, o déficit da Previdência somou R$ 83 bilhões, enquanto o Tesouro apresentou superávit primário de R$ 27 bilhões. "O esforço do Tesouro para compensar a Previdência tem se acentuado", afirmou, lembrando que o resultado do Tesouro Nacional no primeiro semestre se equipara ao de 2014, quando descontada a antecipação de precatórios.

Ela ressaltou que o déficit maior registrado em junho, de R$ 19,798 bilhões, e no primeiro semestre, de R$ 56,092 bilhões, é "quase totalmente" explicado pela antecipação de pagamento de precatórios, que geralmente ocorria no fim do ano. Em maio e junho, o pagamento de precatórios somou R$ 20,3 bilhões, R$ 2,2 bilhões a mais do que o mesmo período do ano passado.

A antecipação foi feita para reduzir as despesas com juros, já que os valores devidos eram corrigidos ao longo do ano. Segundo a secretária, no restante do ano, o pagamento continuará nos níveis regulares, de cerca de R$ 1 bilhão por mês.

Ela afirmou que, enquanto as despesas obrigatórias seguem a programação, há uma execução menor nas discricionárias de cerca de R$ 20 bilhões em relação ao ano passado. Ela atribuiu essa diferença a uma menor pressão de restos a pagar neste ano e ao fato de as execuções do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estarem abaixo do programado "pela natureza da despesa".

"Reduzimos restos a pagar em 2017 e pagamos R$ 58,4 bilhões no primeiro semestre, ante R$ 81,6 bilhões em 2016. A redução de restos a pagar traz menor pressão fiscal para o resultado corrente", acrescentou.

Pelo lado das receitas, Ana Paula chamou a atenção para a estabilidade desde outubro, tendo apresentado comportamento "levemente" positivo em junho. "Isso é algo a ser acompanhado para verificar se trata-se de uma tendência", acrescentou.



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