Juros fecham em baixa com aposta em vitória de Temer por ampla margem de votos

Estadão Conteúdo
Economia | Publicado em 02/08/2017 às 16:55

Foto: Divulgação

Os juros futuros de longo prazo encerraram a sessão regular desta quarta-feira, 2, do segmento BM&F perto das mínimas do dia. A sessão para votação do relatório do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que pede a rejeição da denúncia contra o presidente Michel Temer, na Câmara dos Deputados mobilizou todas as atenções no mercado.

As taxas ampliaram a queda faltando meia hora para o fim da sessão, na medida em que crescia a expectativa de aprovação do relatório por uma ampla margem de votos. Nesta tarde, a Câmara dos Deputados já reunia mais do que o quórum mínimo de 342 deputados necessários para a votação. Os contratos de curto e médio prazo igualmente fecharam em baixa, de menor magnitude em relação aos longos, ainda refletindo a perspectiva de novos afrouxamentos na política monetária.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (155.250 contratos) fechou em 8,210%, de 8,230% no ajuste de terça-feira. A taxa do DI para janeiro de 2019 (246.355 contratos) terminou em 8,02%, de 8,05% no último ajuste. A taxa do DI para janeiro de 2020 (155.765 contratos) caiu de 8,69% para 8,64% e a do DI para janeiro de 2021 (271.545 contratos), de 9,28% para 9,23%. O DI para janeiro de 2023 (65.650 contratos) encerrou com taxa de 9,81% (mínima), de 9,88%.

Segundo relatório da Eurasia Group, Temer deverá conseguir mais que 172 votos para continuar no cargo, podendo ficar entre 280 a 300 votos. "Enquanto o PSDB tem indicado que perto de dois terços do partido votarão contra Temer, o governo foi capaz de obter expressivo apoio do PMDB e de outros partidos de centro, o que será mais que suficiente para posicioná-lo (Temer) acima da marca de 172 (votos)", apontou a Eurásia. "Algumas lideranças do governo estão contando com 302 legisladores."

Para a consultoria, uma forte vitória de Temer ajudará muito na sua sobrevivência política até o final do mandato em 2018 e dará condições para retomar as negociações no Congresso para viabilizar a aprovação da reforma da Previdência neste ano.



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