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Juros fecham em queda com expectativa de alta de imposto e recuo do dólar

19/07/17 às 17:01 - Escrito por Estadão Conteúdo
Foto: divulgação -

Os juros futuros encerraram a sessão regular desta quarta-feira 19, em queda, que foi mais firme nos contratos de longo prazo negociados no segmento BM&F. A expectativa em torno do aumento de impostos que possa ajudar a cumprir a meta fiscal este ano - déficit de no máximo R$ 139 bilhões - é apontada como o principal vetor a aliviar os prêmios nos horizontes mais longos, juntamente com a queda do dólar e em meio à ausência de notícias negativas vindas da política.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (232.210 contratos) caiu de 8,645% para 8,600% e a do DI para janeiro de 2019 (278.315 contratos) fechou em 8,42%, de 8,51% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2021 (174.600 contratos) encerrou com taxa de 9,48%, de 9,58% no último ajuste. Às 16h29, o dólar era negociado abaixo dos R$ 3,15, em R$ 3,1472 (-0,25%).

Com o recuo firme dos vencimentos longos, as taxas curtas caíram bem menos, também porque nos atuais níveis são consideradas bem ajustadas para a aposta majoritária de redução da Selic em 1 ponto porcentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na próxima semana, que na precificação da curva tinha possibilidade de cerca de 80% nesta tarde.

Conforme apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, como o governo tem um buraco de aproximadamente R$ 10 bilhões para cobrir no Orçamento, a possibilidade de elevação de impostos foi discutida ontem entre o presidente Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para cobrir as frustrações de receitas e dar segurança ao cumprimento da meta. O aumento de impostos também pode ajudar no resultado fiscal de 2018. A decisão deverá ser tomada hoje, porque o governo pretende anunciar amanhã o relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas do Orçamento deste ano.

Para o economista-chefe do Banco Safra, Carlos Kawall, o momento é oportuno para aumento de imposto, diante do quadro desfavorável no fiscal e com inflação baixa. "Como a inflação está muito benigna, podendo até ficar abaixo do piso da meta, e a atividade claramente indicando que continuará baixa, não há impedimento para aumentar o imposto", afirma.

A ideia tem apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em entrevista ao Broadcast, ele disse que não vai fazer oposição a um possível aumento de impostos para o cumprimento da meta e que vai construir com a equipe do ministro da Fazenda um caminho para ajudar o governo a fechar as contas.

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