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Juros futuros operam nos ajustes com foco na agenda semanal

30/07/18 às 10:20 - Escrito por Estadão Conteúdo

Os juros futuros operam bem perto dos ajustes anteriores nesta segunda-feira, 30, refletindo o desempenho fraco da moeda americana no exterior em meio à postura cautelosa nos mercados internacionais antes da forte agenda semanal.

Os investidores em geral estão à espera das decisões de juros do Banco do Japão, na madrugada desta terça-feira, do Copom brasileiro e do Federal Reserve (Fed), na quarta-feira, e do Banco da Inglaterra, na quinta-feira. Para esta terça-feira, é esperado o dado de inflação do PCE, que é a medida preferida do Fed, e na sexta-feira, o relatório de empregos (payroll) dos Estados Unidos.

No Brasil, a inflação baixa e a atividade enfraquecida devem levar o Copom a manter a Selic em 6,50% ao ano, conforme preveem de forma unânime os economistas ouvidos pelo Projeções Broadcast. Também saem dados de atividade industrial de junho, na quinta-feira, que podem devolver o impacto da paralisação dos caminhoneiros ocorrida no mês anterior. Nesta segunda, às 10h30, serão divulgados os dados do setor público consolidado de junho. O desempenho das contas do governo central, Estados, municípios e estatais, com exceção da Petrobras e Eletrobras, deve apresentar déficit primário pelo segundo mês seguido, após o saldo negativo de R$ 8,224 bilhões em maio. Conforme pesquisa do Projeções Broadcast, o resultado deve variar entre déficit de R$ 17,4 bilhões e R$ 10,0 bilhões. A mediana das estimativas aponta para saldo deficitário de R$ 15,4 bilhões.

Os investidores acompanham ainda as convenções dos partidos, que têm prazo até domingo para definirem a composição das chapas que disputarão as eleições de outubro. Em evento do PT realizado durante o fim de semana, foi lida uma carta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba. No texto, o petista diz que houve "um golpe dentro do golpe com a intenção de tirá-lo das eleições em que é favorito".

Na madrugada desta segunda, o Banco do Japão interveio novamente no mercado de bônus, com a terceira compra de bônus do governo local (JGBs) em uma semana, com o objetivo de conter a alta no retorno do papel. A operação foi realizada após o yield (retorno) do JGB de 10 anos atingir 0,11%, no maior patamar desde fevereiro de 2017, e depois da atuação do BoJ esse retorno voltou a 0,10%.

Às 9h41, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021, mais negociado, indicava 8,91, de 8,90% do ajuste anterior. O DI para janeiro de 2023 apontava 10,30%, de 10,28% no ajuste anterior.

Mais cedo, a Fundação Getulio Vargas informou que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) desacelerou de 1,87% em junho para 0,51% em julho. Assim, o indicador saltou de 6,92% em 12 meses até junho para 8,24%. No ano, o acumulado registra elevação de 5,92%. No mês, o resultado veio acima da mediana das estimativas do Projeções Broadcast, de 0,49%, mas dentro do intervalo de 0,29% a 0,58%.

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