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Maioria das marcas de carro cai em ranking de satisfação de compra


Em período de forte crise nas vendas de carros, quando as revendas teoricamente fazem esforço extra para atrair clientela, a maioria das marcas atuantes no Brasil caiu na avaliação dos consumidores em pesquisa anual que mede a satisfação com o processo de compra de modelos novos. De 13 marcas avaliadas, apenas 3 tiveram melhor desempenho neste ano em relação a 2016, segundo a pesquisa da consultoria internacional J.D.Power, que será divulgada nesta quarta-feira, 31.

Na média geral, o índice de satisfação dos consumidores, que vai até 1 mil, ficou em 791 pontos, praticamente estável em relação ao ano passado, quando obteve 793. A média em países como Estados Unidos e Japão, por exemplo, é de 800 a 840 pontos.

Na pesquisa brasileira, foram ouvidos 3,7 mil consumidores que adquiriram veículos novos nos últimos 12 meses. A definição do número de pessoas a serem ouvidas segue o porcentual de participação nas vendas de cada marca no mercado. Foram avaliados itens como prazo de entrega, negociação, test-drive, condições da loja e vendedor.

Derrapou

A marca que mais desapontou os consumidores foi a Jeep, com queda de 36 pontos. Fabricante dos utilitários-esportivos Renegade e Compass, a Jeep caiu da terceira posição no ranking, no ano passado, para a décima. A surpresa nos resultados, porém, foi a Toyota, que perdeu 25 pontos. A marca ficou em segundo lugar na lista, depois de quatro anos de liderança.

Quem assumiu o posto foi a Hyundai Caoa, cuja avaliação envolveu as vendas de modelos importados. Ainda assim, perdeu 12 pontos no comparativo da pesquisa anterior. A mesma marca, mas do grupo responsável pela comercialização de carros produzidos no País, é avaliada separadamente e sua pontuação manteve-se estável.

As três marcas que melhoraram a pontuação foram: Ford (+16 pp), o que a levou a subir da oitava para a terceira posição no ranking em um ano, Volkswagen, que ganhou oito pontos, mas, ainda assim, na soma (786 pontos) ficou abaixo da média do mercado, e Fiat, embora tenha melhorado sua avaliação em seis pontos, manteve a última posição na lista.

Mais criterioso

Segundo Fabio Braga, diretor de operação da J.D. Power do Brasil, na crise o número de compradores diminui, e quem continua comprando se torna mais exigente e mais criterioso. Um exemplo, segundo ele, é o fato de ter aumentado de 26% para 38% o porcentual de consumidores que usou tablets ou smartphones enquanto visitava a concessionária. "Eles consultaram concorrentes ou dados para verificar a veracidade das informações passadas pelos vendedores."

Questionados sobre as principais razões que os levaram a efetivar a compra, 29% disseram que foi o melhor preço oferecido. A marca tinha o que eles procuravam foi a resposta de 16% dos consultados, mesmo porcentual que respondeu ter sido bem tratado na loja.

Do lado oposto, 38% afirmaram terem deixado de comprar em uma loja visitada por causa da localização, enquanto 33% afirmaram que não encontraram as ofertas anunciadas. Já 31% foram influenciados por familiares e amigos que tiveram experiências ruins naquelas concessionárias.

Honestidade

No item sobre a razão da compra no local escolhido, 44% apontaram a reputação da revenda e 40% a recomendação de parentes e amigos. "Diante de tudo o que está ocorrendo no País no campo político, as pessoas estão desconfiadas e buscam transparência e honestidade no negócio que buscam", avalia Braga. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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