PIB deve crescer 2,8% em 2018; FBCF deve avançar 3,2%

Estadão Conteúdo
Economia | Publicado em 18/12/2017 às 16:30

A atividade econômica no País deverá aquecer em 2018 e fechar o ano com expansão de 2,8%, estima a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Já o ritmo na Indústria da Transformação deverá ser um pouco mais acelerado do que o PIB e chegar à marca de 3,1% de expansão, enquanto os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) devem crescer 3,2%.

"As previsões para 2018 são respaldadas por resultados positivos em diversos aspectos da economia, que vem de três trimestres seguidos de crescimento do PIB, incluindo expansão de 0,1% no terceiro trimestre, em relação ao anterior", afirma a Fiesp em nota. "É um sinal de recuperação consistente, sustentada pelo consumo. Também houve no terceiro trimestre crescimento no consumo das famílias, além de volta da expansão dos investimentos, depois de longo período de quedas sucessivas."

A Fiesp ainda espera uma melhora do mercado de trabalho, com "queda da taxa de desemprego e elevação da massa salarial".

Para o último trimestre de 2017, a entidade projeta expansão de 0,5% em comparação ao trimestre anterior. Com isso, o PIB deste ano deve ter alta de 1,1%, conforme as projeções da Fiesp, enquanto a Indústria da Transformação poderá marcar crescimento de 1,2%.

"Dados recentes apontam para a consolidação da recuperação econômica", argumenta a Fiesp, citando o desempenho de setores industriais, como veículos automotores, e do comércio varejista. "Além disso, a melhora do mercado de trabalho e a recuperação da confiança do empresariado reforçam o cenário de retomada da economia", afirma a entidade na nota.

A Fiesp avalia que, até o momento, a saída da recessão ocorreu de forma "lenta, porém sustentada pela melhora da massa salarial, inflação baixa, redução da taxa de juros, aumento das exportações". Como forma de garantir a continuidade da recuperação e aceleração do crescimento, a Federação classifica como "essencial" a aprovação de reformas estruturais, como a da Previdência e Tributária. "Além disso é fundamental o barateamento do crédito com a redução dos spreads bancários", diz a entidade.



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