PMI consolidado permanece em 50,4 pontos em maio, revela Markit

Estadão Conteúdo
Economia | Publicado em 05/06/2017 às 11:05

O Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) consolidado do Brasil permaneceu em 50,4 pontos em maio, informou a Markit nesta segunda-feira, 5. A estabilidade do indicador reflete a queda do PMI de Serviços, de 50,3 pontos em abril para 49,2 pontos no mês passado, enquanto o índice que mede o comportamento da indústria subiu para 52 pontos em maio, de 50,1 pontos no mês anterior.

A desaceleração no setor de Serviços, após a alta observada em abril, foi causada pela queda na produção, além de evidências de maior capacidade ociosa, com os pedidos em atraso caindo apesar de mais uma rodada de cortes de empregos. O volume de novos negócios continuou crescendo em maio, mas em ritmo menor do que nos últimos quatro meses.

"É decepcionante ver o setor de serviços do Brasil de volta ao vermelho em maio abaixo de 50 pontos, o que indica contração da atividade, após ter mostrado em abril sinais de revitalização da pior recessão já registrada. Um crescimento fraco da quantidade de novos trabalhos foi insuficiente para levar as empresas a aumentar a atividade, e o mercado de trabalho voltou a ser atingido", afirmou a economista da Markit Pollyanna de Lima.

Os encargos de custo médio dos prestadores de serviços também subiram em maio, o que os entrevistados atribuíram aos preços mais elevados pagos por insumos, como combustíveis e papel. Assim, na tentativa de proteger as margens, as empresas repassaram parte dos custos maiores aos clientes.

Em relação à desaceleração do aumento do volume de novos negócios, a Markit pontuou que os entrevistados indicaram que as dificuldades tem relação com as incertezas políticas, além de pressões competitivas e condições econômicas difíceis.

Apesar disso, o sentimento dos prestadores de serviços em relação à perspectiva de negócios no horizonte de 12 meses melhorou ante abril. Segundo as empresas que preveem um crescimento da produção, os fatores que sustentaram o otimismo foram os planos de reestruturação das empresas, novas ofertas, assim como as expectativas de um fim das crises econômica e política.

Em termos de setores, a Markit afirmou que o segmento de Hotéis e Restaurantes teve o pior desempenho do mês, com queda acentuada de novos negócios e da atividade.



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