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Por que o governo decidiu criar a cédula de R$ 200? Especialista explica

Redação Tarobá News

O que o lobo guará tem a ver com a economia brasileira? A partir de agosto a espécie da fauna nacional ameaçada de extinção vai estampar a mais nova cédula do país - a de R$ 200.

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Mas no dia a dia das ruas, em extinção mesmo parecem estar as notas em papel de qualquer valor no bolso do brasileiro.

Com o advento do cartão de crédito, a raridade das cédulas lembra mesmo o lobo guará, cuja população no mundo não deve passar de 23 mil.

Raridades à parte, o dinheiro vivo vai ganhar o novo integrante. É o mais novo capítulo da crise do coronavírus. Mas qual a intenção do governo? E qual o impacto disso na economia?

"É uma economia por parte da casa na moeda na impressão de notas de R$ 200. Afinal de contas, o custo da impressão é o mesmo, só que você pode emitir metade da quantidade de moeda porque o valor é o dobro", explica o economista Marcos Rambalducci.  

Cerca de 450 milhões de notas serão impressas num total de 90 bilhões de reais em circulação no país.

O próprio Banco Central argumenta que a crise fez saltar os saques do papel moeda em 29% de fevereiro para junho. Mais brasileiros estão guardando dinheiro no colchão.  Em valores monetários, de 210 bilhões para 270 bilhões de reais.

É o maior montante, considerando-se a série histórica do Banco Central a partir de 2001.

Enquanto aguarda a impressão das cédulas de R$ 200 reais, o brasileiro também se pergunta: quantas delas poderá ter no bolso ou no banco nesse novo normal econômico?

Já o lobo guará, que ficou em terceiro lugar numa pesquisa do banco central de quase 20 anos atras, se prepara para ficar eternizado na memória do povo brasileiro, mesmo que no futuro esteja de fato extinto.

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