Pressão de alta com quadro político e leilão se dissipa e juro fecha estável

Estadão Conteúdo
Economia | Publicado em 08/06/2017 às 17:30

Os juros futuros terminaram perto da estabilidade mais uma sessão de volume fraco de contratos negociados. À tarde, nesta quinta-feira, 8, foi dissipada a pressão de alta vista pela manhã e as taxas renovaram mínimas em sequência, mas não chegaram a engatar queda, dado que o cenário interno ainda é de muita incerteza.

No fim da etapa regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (107.370 contratos) fechou com taxa de 9,310%, na mínima e estável ante o ajuste de ontem. A taxa do DI janeiro de 2019 (179.785 contratos) passou de 9,40% para 9,41% e a do DI janeiro de 2021 (140.515 contratos) fechou no mesmo nível do ajuste anterior, 10,47%.

As taxas começaram a zerar a alta depois de passado o leilão de papéis prefixados do Tesouro, encerrado ao meio-dia, considerado pequeno e que foi bem absorvido pelos investidores. A instituição vendeu 4 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e 1,5 milhão de Notas do Tesouro Nacional - Série F (NTN-F).

O foco político, que hoje segue sendo o julgamento da chapa Dilma-Temer nas eleições de 2014, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pesou no início do dia, mas depois contribuiu para o alívio, dado o reforço na expectativa de que a chapa não deve ser cassada. Os ministros do TSE sinalizaram que não vão incorporar as delações da Odebrecht em seus votos, o que era uma aposta das defesas de Dilma e de Temer. "Com isso, já que parece não haver um plano B no Congresso, evita-se maior estresse no curtíssimo prazo e o governo pode continuar negociando as reformas e ver o que consegue aprovar", afirmou o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno.

A sessão deste terceiro dia de julgamento começou pouco antes das 9h30 e foi interrompida para o almoço, tendo sido retomada perto das 15h. No momento, o relator do processo que analisa a ação contra a chapa, Herman Benjamin, está lendo seu parecer, e sinalizou que deve votar pela cassação da chapa.

Mais para o final da sessão, os investidores também começaram a montar posições com vistas ao IPCA de maio, que sai amanhã, caso venha uma surpresa positiva. Pesquisa realizada pelo serviço Projeções Broadcast mostra que as expectativas dos analistas estão entre 0,25% e 0,53%, com mediana de 0,47%. Em abril, a taxa foi de 0,14%.



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