Educação comemora 15 anos de atendimento a alunos com superlotação

Redação Tarobá News
Educação | Publicado em 19/08/2019 às 13:51

Alunos, professores e representes da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte participaram da comemoração pelos 15 anos de criação da Sala de Recursos Multifuncional Altas Habilidades do Instituto de Educação do Paraná Professor Erasmo Pilotto, em Curitiba.

Na comemoração, realizada sexta-feira (16), os estudantes fizeram apresentações de músicas, poemas e agradecimentos em diferentes idiomas. O espaço foi o primeiro da rede pública estadual de ensino e logo se tornou referência nacional no atendimento a estudantes com superdotação.

Hoje, em todo o Paraná, 140 salas multifuncionais da rede estadual de ensino são usadas para auxiliar estudantes. Em todo o Estado, são cerca de 1.440 alunos com altas habilidades cognitivas em áreas distintas. Os alunos, que passam por uma avaliação antes de ingressarem nas turmas, são acompanhados por professores especializados em educação especial que auxiliam no direcionamento e melhor uso das habilidades cognitivas avançadas identificadas.

A coordenadora do Atendimento Educacional Especializado do Departamento de Educação Especial da Secretaria da Educação, Denise Matos, foi uma das idealizadoras e atuou como professora na sala multifuncional. Denise destaca a importância do serviço oferecido pelo Estado e reforça que os resultados são vistos além dos muros da escola, já que estudantes que frequentam as salas de recurso têm um enriquecimento curricular nas áreas de maior habilidade e interesse deles.

“Chega em um ponto que a escola esgota seus recursos para subsidiar a aprendizagem desse estudante. E assim nós conseguimos identificar talentos em diversas áreas, sejam elas acadêmicas, artísticas, de liderança, relacionamento e esportes. Então, nós temos inúmeras possibilidades”, explica.

MAIS POTENCIAL  - Atualmente, mais de setenta alunos fazem o acompanhamento no contra turno escolar do Instituto, que conta com três salas desse tipo. A diretora Ana Paula Pacheco destaca os conceitos abordados, como diversidade e respeito.

“O nosso maior objetivo é que esses alunos se encontrem e sejam felizes. Era muito angustiante ver o potencial, a capacidade deles, mas infelizes. Então aqui a gente vê que cada um consegue se descobrir e ter mais sucesso na vida”, avalia Ana Paula.

DEDICAÇÃO - Gabriel Vargas Cunha, 16 anos, está no primeiro ano do Ensino Médio e frequenta a sala de recursos multifuncional desde o ano passado. Ele conta que, no início, foi resistente, mas que a dedicação da equipe pedagógica foi essencial para que aceitasse a ajuda. Hoje, ele agradece pelo apoio e reconhece a importância de salas desse tipo tanto no desempenho educacional quanto no indivíduo como pessoa.

“Mudou bastante a minha vida e a minha rotina, que hoje é em torno da sala de recursos. Eu venho todo dia, o que antes para mim era inconcebível. Não dá para esquecer um estudante com altas habilidades na sala de aula normal. Você vai desperdiçar um talento muito grande”, diz.

ATENDIMENTO  - Para a Chefe do Departamento de Educação Especial da Secretaria de Educação, Ângela Mercer de Mello, este atendimento é essencial, pois foca diretamente no potencial de cada um. “Através da sala de recursos, eles podem ampliar os seus trabalhos e ser reconhecidos dentro das suas habilidades. E nós temos que dar total apoio”, afirma.

A estudante de pedagogia Mariana Toledo participou das atividades oferecidas por quatro anos. Hoje, com 18, continua frequentando o Instituto para ajudar outros alunos. Ela conta que se sentia deslocada, que não tinha assunto com os colegas e acabava isolada.

Quando foi para a sala de recursos, se encontrou ao perceber que havia muita gente como ela, com altas habilidades em outros segmentos. O desejo dela, agora, é ser uma professora capaz de olhar para os seus futuros alunos de uma forma diferente: capaz de destacar o que eles têm de melhor para oferecer.

“Me fez abrir o olho para algo diferente. Eu vou prestar atenção nos meus futuros alunos e fazer com que eles não passem por isso. Eu acho que ser professor é ter uma parte muito importante na formação de outra pessoa. E se você não perceber essas coisas, não tem quem vá perceber”, conclui a jovem.



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