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Mais de 2 milhões de crianças e adolescentes estão fora da escola

29/01/18 às 12:52 - Escrito por Redação Tarobá News

Mais de 2 milhões de crianças e adolescentes estão fora da escola no Brasil, o equivalente a 5% dos indivíduos nessa faixa etária no País, de acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Segundo uma auditoria feita pelo TCU (Tribunal de Contas da União), quase metade dos 800 municípios brasileiros pesquisados não toma nenhuma medida para acabar com a exclusão escolar. Esse grupo não faz, por exemplo, uma busca ativa e constante para monitorar quais crianças não estão indo ao colégio.

Passa a depender dos pais, portanto, a responsabilidade de lutar pela matrícula dos filhos nas escolas públicas. O Ministério da Educação afirmou que as prefeituras são as gestoras das redes escolares e cabe a elas fazer esse tipo de monitoramento.

Livros

Às vésperas do início do ano letivo, a diretora e a vice-diretora da Escola Estadual Anna Cuevas Guimarães, em Salto de Pirapora, no interior de São Paulo, foram presas no domingo (28) após serem flagradas queimando livros didáticos e documentos da instituição de ensino.

De acordo com o delegado Gilberto Montenegro, responsável pelo caso, a vice contou que colocou fogo nos cadernos e livros a mando da diretora. O material se transformou em uma pilha de cinzas na quadra de esportes da instituição de ensino. “Houve o crime de incêndio em prédio público, crime de dano qualificado e inutilização de documentos públicos. Elas disseram que estavam limpando e vendo a cena não tem nada de limpeza. Existe um procedimento de destinação para esse tipo de material, que não foi feito”, disse.

Os guardas municipais que estiveram no local foram chamados por moradores assustados com a quantidade de fumaça que saía da quadra da escola.  Quando a equipe chegou na escola flagrou a vice-diretora ateando fogo nos livros. Algumas crianças brincavam na quadra no momento, mas ninguém ficou ferido.

Como quase tudo foi queimado, a polícia não sabe ao certo a quantidade de material destruída. O Instituto de Criminalística foi chamado para fazer uma estimativa e constatar os danos.

Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que não haverá prejuízo para os alunos no início de ano e que a atitude das docentes está sendo investigada pela polícia. A pasta disse que tomou todas as medidas administrativas e abriu um processo para apurar o caso e colaborando com a investigação policial.

O governo do Estado afirmou que esse é um caso isolado, e o correto seria enviar o material escolar para descarte após o processo de reciclagem. Segundo a Polícia Civil, documentos do programa Escola da Família estavam perto do material queimado, mas foram recuperados.

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