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UEL está entre as 50 instituições que mais registraram patentes em 2019

08/10/20 às 11:30 - Escrito por Redação Tarobá News

A UEL e a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Universidade do Oeste do Paraná (Unioeste) figuram entre as 50 instituições brasileiras que mais registraram patentes em 2019, de acordo com relatório divulgado pela Assessoria de Assuntos Econômicos do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Juntas, as três instituições somaram 40 pedidos de registro de invenções, produtos, processos de fabricação ou aperfeiçoamentos. O relatório foi divulgado no dia 29 de setembro

“O ranking reforça a escolha do nosso caminho, em conjunto com as universidades estaduais, de estimular o desenvolvimento de pesquisas aplicadas que resultem em produtos para a sociedade”, afirmou o superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona. Segundo ele, a Superintendência está elaborando um programa chamado Prime para transformar ideais em negócios, ofertando uma formação empreendedora para professores e pesquisadores.

A UEL apareceu sete vezes no ranking, nos últimos 4 anos, somando 118 depósitos, entre as modalidades Programas de Computador e Patentes de Invenção (PI), que são relativas a novas tecnologias. Somente no ano passado, a instituição registrou 22 depósitos de patentes, ocupando a 26ª posição em todo o Brasil.

Contabilizando o depósito de cinco patentes em 2019, a UEM aparece em 22º lugar no Ranking dos Depositantes Residentes de Patentes de Modelo de Utilidade (MU), que é relativo às propostas de melhoria de produtos e processos já existentes. Desde o início da série histórica, em 2014, esse é o terceiro ano que a instituição figura na lista. Em 2018, a universidade ocupou, respectivamente, as 38ª e 35ª posições nas categorias MU, com quatro depósitos, e Programas de Computador, com 11 depósitos.

Química Verde – Na UEL, um grupo de professores das áreas de Química e de Design desenvolveu e patenteou um processo de reaproveitamento da poliamida, utilizada em tecido para confecção de roupas usadas para atividades físicas. Confira “Química verde” cria processo de reaproveitamento de resíduo da indústria têxtil.

As patentes foram obtidas por meio do Escritório de Propriedade Intelectual da Agência de Inovação Tecnológica (AINTEC) da UEL, e tem um grande significado para a indústria têxtil brasileira e mundial. A poluição ambiental e o esgotamento de recursos naturais são alguns dos entraves deste setor, considerado o segundo mais poluente, atrás apenas da indústria do petróleo.

Os pesquisadores desenvolveram três novos materiais, a partir de poliamida descartada pela indústria do vestuário e um coproduto da cadeia produtiva do biodiesel, a glicerina. Os novos produtos apresentam potencial para serem utilizados no design de interiores e na confecção de outros materiais. Na prática são três tecnologias que buscam a sustentabilidade, dando nova utilidade à poliamida têxtil.

O professor de Design Gráfico da UEL, Cláudio Pereira Sampaio, disse que as novas patentes representam um esforço importante da área do design na busca de solução para problemas sociais, ambientais e econômicos, ao mesmo tempo em que procura criar valor e promover a inovação. “Todo o processo de trabalho foi feito a partir de diálogo constante, com total interdisciplinaridade”. Segundo ele, o grupo entendeu que a iniciativa deveria primar pela sustentabilidade, o que implicou em decisões como, por exemplo, não utilizar ácido em todo o processo.

(Com Agência UEL)

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