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Volta às aulas: professores contestam Estado sobre termo de responsabilidade

Ticianna Mujalli

Um arquivo que circulou pelas redes sociais no fim de semana causou polêmica entre a APP-Sindicato e a Secretaria Estadual de Educação. O Termo de Responsabilidade que deve ser assinado por pais ou responsáveis e pelos alunos isentava o governo do estado e as escolas por possíveis contágios de Covid-19. Também confirmava que os pais ou responsáveis estavam cientes dos protocolos de segurança, como higienização e uso de máscara. E ainda, que o estudante não teve diagnóstico ou sintoma de coronavírus nas últimas duas semanas e se ocorrer, o colégio será comunicado.

A Secretaria de Educação de Educação, se manifestou e chegou a classificar o documento de ‘fake news’.

Já a APP-Sindicato Londrina aponta que houve mudança do termo após a repercussão negativa com o vazamento do documento nas redes sociais. Segundo o presidente da entidade, Marcio Ribeiro, a transferência de responsabilidade para os pais é um “absurdo sem precedentes”.

O sindicato dos professores não assinou o protocolo de volta às aulas por ser contrária à retomada das atividades presenciais em setembro. “Somos os primeiros a querer o retorno a aulas presenciais, devido as críticas que temos a este sistema de aulas remotas inclusive. Porém, não há a menor condição de que isso aconteça neste momento, infelizmente. As curvas de contágio estão explodindo geometricamente. É muito fácil constatar isso com escolas fechadas imagina se abrir tudo, mesmo com essa proposta escalonada”, aponta Ribeiro.

A Secretaria de Estado da Educação informou que a versão oficial e que foi publicada é que a conta na página oficial. Segundo a assessoria de comunicação, foram mais de 20 versões do mesmo documento, mas não quis comentar se uma delas foi a que “vazou” nas redes sociais.

“Não queremos novas versões desse documento, queremos respeito à vida dos(as) trabalhadores(as) da educação, dos(as) estudantes e de toda comunidade escolar. Não aceitaremos o retorno das aulas presenciais em meio a uma pandemia que mata cada mais em nosso país”, aponta uma publicação da APP.

SEED
Em nota, a secretaria informou que circulou na internet um documento não oficial sobre o protocolo para retorno das aulas presenciais. "O material divulgado, que tem trazido confusão entre os pais de alunos, estabelece uma série de critérios que não constam no documento original. O termo original de retorno não expõe alunos, professores e as famílias diante do novo coronavírus. Também não repassa a responsabilidade do envio do aluno à família. A versão correta está no site da SEED".

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