Especialistas chegam nos próximos dias para analisar ossadas encontradas em Ciudad del Este

Redação Tarobá News
Mundo | Publicado em 08/09/2019 às 09:56

Na semana que inicia amanhã, domingo, 08, especialistas devem chegar a Ciudad del Este para analisar as ossadas humanas encontradas em uma casa que pertenceu ao ditador paraguaio Alfredo Stroessner. Os restos humanos foram encontrados por manifestantes que invadiram o local, conhecido como casa do terror, no fim do mês de agosto. Pelo menos quatro pessoas foram encontradas.

De acordo com o jornal La Clave, o doutor Rogério Goiburú, presidente da comissão de memória histórica e reparação do Ministério da Justiça, confirmou que na próxima terça-feira, 10, os especialistas estarão na cidade para realizar a análise.

A equipe técnica é liderada pelo filho de uma das vítimas da ditadura e deve analisar primeiramente a idade aproximada, sexo, estatura e outros dados que podem ser comparados com sangue de parentes de desaparecidos durante o governo de Stroessner.

A casa está localizada no bairro Che la Reina, e chamada de Casa do Terror por conta das torturas que eram executadas ali durante a ditadura de Stroessner, um dos líderes mais sanguinários do Paraguai.

De acordo com o site Aventuras na História, O ditador, cujo regime foi marcado pela posição anticomunista e pró-americana, ascendeu ao poder em 1954 por eleição indireta e seus 35 anos de governo foram marcados pela corrupção e forte repressão e tortura aos opositores.

Ele também concedeu cidadania a nazistas aos que fugiram após a guerra, como Eduard Roschmann, o açougueiro de Riga, e Josef Mengele, famoso médico de Auschwitz que morreu no Brasil na década de 70.

Um pedófilo, Stroessner mantinha haréns de meninas entre 10 a 15 anos, estupradas repetidamente por ele e seus ministros. Estima-se que ele tenha sido responsável pelo abuso de mais de 1.600 crianças.

Além disso, em seu governo, entre 3.000 e 4.000 pessoas morreram, vítimas da perseguição política. Um relatório de 2008 da Comissão de Verdade e Justiça determinou que foram 18.772 torturados e 3.470 exilados no período.

Fonte: La Clave/Aventuras na História



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