Hong Kong suspende trem para aeroporto, em meio a grandes protestos

Estadão Conteúdo
Mundo | Publicado em 01/09/2019 às 07:40

Autoridades suspenderam um serviço de trem expresso do centro da cidade para o aeroporto de Hong Kong, enquanto centenas de manifestantes começavam a se concentrar diante do aeroporto, em uma tentativa de reiniciar uma ocupação que havia levado o local a uma paralisação.

Os manifestantes começaram a se reunir diante do aeroporto no início da tarde do domingo (hora local), em meio a palavras de ordem como "Fique ao lado de Hong Kong! Lute pela liberdade!". No mês passado, a autoridade aeroportuária conseguiu um aval para impedir as pessoas de obstruírem o aeroporto. Além disso, implementou um sistema mais forte de segurança para a entrada no complexo.

O operador do metrô da cidade, MTR Corp., informou neste domingo que havia suspendido o transporte ao aeroporto a pedido do governo de Hong Kong e da autoridade aeroportuária por volta das 13h30 (hora local). O trânsito começou a piorar em uma ponte que liga a cidade ao aeroporto por volta das 14h, mas os voos pareciam manter sua escala normal.

No mês passado, milhares de manifestantes se reuniram para protestar no aeroporto, levando ao cancelamentos de voos. A MTR Corp. afirmou neste domingo que também havia suspendido um serviço de check-in feito ainda na cidade até segunda ordem.

Às 16h, a polícia informou em comunicado que manifestantes bloqueavam vias com muitas barreiras cheias d'água e que os agentes iriam em breve fazer uma operação para dispersá-los. O anúncio levou alguns manifestantes a deixar a área a pé. Mais tarde, a polícia afirmou que um grande grupo de manifestantes lançavam pedras, tijolos e outros objetos em um local perto da Estação Aeroporto do Expresso Aeroporto e que também realizaria uma operação para dispersar as pessoas da área.

Também neste domingo, cerca de 500 pessoas se reuniram diante do consulado britânico pedindo que o governo do Reino Unido tome medidas para proteger seus cidadãos das tensões entre Hong Kong, uma ex-colônia britânica, e a China. Fonte: Dow Jones Newswires.



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