OEA discute crise na Venezuela nesta quarta-feira

Redação Tarobá News
Mundo | Publicado em 31/05/2017 às 10:10

Os ministros das Relações Exteriores dos países-membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) vão se reunir nesta quarta-feira em Washington para discutir a crise política e humanitária na Venezuela. O encontro ocorre às 15h (de Brasília), na sede da instituição.

Até o final da tarde de ontem, 22 ministros haviam confirmado a participação no encontro. O chanceler do Brasil, Aloysio Nunes, é um dos presentes.

"O Brasil espera que a reunião contribua de maneira decisiva ao esforço dos venezuelanos para reencontrar o caminho da plena democracia, com o apoio de todos os países das Américas", disse, em nota, o Itamaraty.

A reunião de consultas - instrumento do organismo multilateral para deliberar problemas de caráter urgente - ocorre em meio à escalada da violência na Venezuela e do aumento da hostilidade entre governo e oposição.

Simultaneamente à reunião, estão previstos protestos em Caracas na região em que fica localizada a chancelaria do país. O objetivo é chamar a atenção da imprensa internacional.

A recente espiral de violência na Venezuela deixou ao menos 60 mortos e mais de 1,1 mil feridos. A oposição ao governo de Nicolás Maduro estima que há várias centenas de detidos.

Também nesta quarta-feira, o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, o oposicionista Julio Borges, se encontra em conferência em Bruxelas, na Bélgica, com o presidente do Parlamento Europeu, o italiano Antonio Tajani.

Eles discutem a convocação de uma assembleia constituinte pelo governo, o que a oposição classifica como "golpe de Estado". "A fraude Constituinte é um processo fascista corporativo como os propostos nos anos 40 na Europa. Somente o povo pode pedir uma nova Carta", acusou Borges, em vídeo publicado no Twitter.

Tajani, do Parlamento Europeu, também criticou o governo Maduro e pediu o fim da violência e a libertação de "presos políticos". "Pedimos também o respeito à Assembleia Nacional, a convocação de eleições e a criação de um canal humanitário", disse.



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