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Presidente chinês rejeita protecionismo e defende abertura em encontro com Brics


Presidente chinês rejeita protecionismo e defende abertura em encontro
Foto: divulgação

O presidente da China, Xi Jinping, convocou lideranças globais a rejeitar o protecionismo, durante reunião realizada neste domingo com representantes dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A nona reunião da cúpula dos cinco países terá início na segunda-feira, na cidade de Xiamen, no sul do país.

Xi lamentou que o "protecionismo e uma mentalidade de olhar para si próprio estejam aumentando" e disse que "apenas a abertura traz progresso", assim como "somente a inclusão sustenta o progresso". O presidente Michel Temer, assim como o líder da nação sul-africana, Jacob Zuma, estavam presentes no encontro.

Em sua fala, o presidente chinês afirmou que os Brics têm liderado o processo para dar maior voz às economias emergentes e países em desenvolvimento. "A lei da selva onde o forte devora o fraco e o jogo em que a soma dá zero são rejeitados", disse Xi. Ele declarou que os Brics não devem ignorar os problemas que emergem da globalização econômica ou simplesmente reclamar deles, mas trabalhar juntos com a comunidade internacional para encontrar soluções.

A China vem sendo acusada de impor barreiras à atuação no país de empresas estrangeiras. Entretanto, Xi se tornou um defensor da globalização, em um momento em que uma onda protecionista cresce nos países ocidentais. Xi foi o primeiro presidente chinês a comparecer ao Fórum Econômico Mundial, participando do evento em janeiro deste ano em Davos, na Suíça. Na ocasião, ele buscou projetar a China como uma campeã do livre comércio, contrastando com a retórica protecionista do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Empresas estrangeiras também se queixam de que Pequim vem diminuindo seu acesso ao mercado chinês de carros elétricos, de tecnologias em segurança da computação e outros segmentos econômicos em ascensão. Paralelamente, empresas chinesas vêm fazendo aquisições fora do país. O governo chinês enfrenta ainda reclamações dos EUA e da União Europeia de que as exportações de aço, alumínio, painéis solares e outros produtos do país vêm sendo feitas a preços abaixo dos do mercado, ameaçando milhares de empregos em outros países.

Apesar disso, Xi afirmou neste domingo que o governo chinês continuará encorajando as empresas chinesas a operar e se instalar em outros países, assim como dará as "boas-vindas às empresas estrangeiras que queiram investir e operar na China".

Xi vem tentando projetar a China como um pilar de governança global do século 21. O evento, contudo, foi ofuscado pela notícia de que a Coreia do Norte realizou seu sexto teste nuclear, desta vez utilizando uma bomba de hidrogênio carregada em um míssil de longo alcance. Fonte: Associated Press.


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