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Corpo de Bombeiros combate incêndio no entorno da represa do Irai

Redação Tarobá News

O Corpo de Bombeiros do Paraná iniciou na tarde deste sábado (25) as ações de combate a um incêndio nos campos e várzeas do entorno da Represa do Iraí, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. Iraí, que também sofre com a estiagem que atinge o Estado, é uma das principais represas de abastecimento de água da capital e região.

O combate ao fogo é feito por uma equipe do 6º Grupamento do CB, de São José dos Pinhais, com apoio do Grupo de Operações de Socorro Tático, de Curitiba, segundo informou a assessora de Comunicação Social da corporação, 1º tenente Camila Mahmoud.

O local é de difícil acesso e uma aeronave do Batalhão da Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) dá suporte à operação, transportando os profissionais para a área atingida. As equipes chegaram ao local pela manhã e à tarde iniciaram o trabalho para combater o fogo.

O incêndio começou quinta-feira (23) em Quatro Barras e desde então vem sendo monitorado pelo Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e voluntários da Federação Paranaense de Montanhismo.

Neste sábado houve expansão, chegando já à divisa de Quatro Barras com Piraquara, com adensamento da fumaça, o que indica agravamento da situação. As causas e a dimensão da área afetada estão ainda sendo apuradas.

O incêndio não é na área de abrangência da Sanepar na Represa do Iraí. Mas a bióloga Ana Cristina do Rego Barros, gestora de Educação Ambiental da Sanepar, acompanha a situação e destaca o impacto ambiental.

“Embora não haja residências na área, há prejuízos em qualidade do ar e em disponibilidade hídrica, já que a vegetação ajuda a reter água no solo, o que é essencial neste período de forte estiagem”, diz a bióloga. “Além disso, o incêndio afeta a flora e a fauna local. A perda do habitat é muito grande”, disse ela. O ecossistema abriga anfíbios, répteis, aves, aves aquáticas e insetos.

Ana Cristina lembra, ainda, que o incêndio pode prejudicar ainda mais a situação da Represa do Iraí, que hoje, em função da estiagem, já está a 40% de seu volume normal. “O ressecamento do solo no entorno pode agravar a situação” afirma ela.

AEN

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