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Funcionária da Copel é presa por desviar R$ 500 mil da empresa

04/07/17 às 13:05 - Escrito por Liliane Dias

Uma funcionária pública da Copel foi presa na manhã desta terça-feira (4) em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, suspeita de desviar cerca de R$ 500 mil da estatal entre maio e junho.

A servidora, considerada “exemplar” pela empresa, trabalhava Departamento Administrativo da Copel e era a responsável por lançar no sistema as faturas da empresa para pagamento. Com cargo de alto grau de confiança, ela lançava boletos particulares de alto valor no sistema.

“Ela pegava os boletos bancários dela, falsificava e lançava-os como sendo dívida da empresa. Em um dos casos, ela comprou um carro de luxo 0 km. A investigação comprovou que ela construía uma fatura ou boleto com código de barras e valor corretos. Neste exemplo, ela manteve o boleto da concessionária, com código de barras e o valor de R$ 128 mil, mas montou uma fatura de uma companhia de telefonia celular. Como se a dívida de R$ 128 mil fosse da Copel com serviço de telefonia”, afirma a nota da Secretaria de Segurança Pública (Sesp).

Além do carro, ela fez a quitação de um terreno em Colombo, comprou materiais de construção, pagou antecipadamente a construção de uma casa pré-fabricada – recusando, inclusive, o desconto oferecido pela fábrica de R$ 10 mil –, adquiriu diversos produtos de uma loja de departamento e por meio do telemarketing de uma empresa, além de produtos de beleza.

Investigações

A fraude foi identificada pela empresa e encaminhada para o Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) da Polícia Civil. Os policiais cumprem os mandados de prisão temporária e de busca de apreensão emitidas pela Justiça.

O juiz determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal da funcionária, o sequestro de um terreno e a busca e apreensão de um veículo de luxo– ambos adquiridos com dinheiro desviado dos cofres da Copel.

A ação policial é coordenada pelo Nurce (), da Polícia Civil, e tem como objetivo cumprir os mandados expedidos pela Justiça de Curitiba, de prisão temporária e busca e apreensão. O juiz ainda determinou

A investigação continua, mesmo após a prisão da funcionária. A polícia não descarta o envolvimento de mais pessoas, já que os boletos eram pagos em outros setores da estatal.


Fonte: Paraná Portal 

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