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Gaeco cumpre mandado no escritório do deputado Ricardo Barros em Maringá

Ticianna Mujalli

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Gaeco, Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, ligado ao Ministério Público, cumpriu na manhã desta quarta-feira (16) oito mandados de busca e apreensão em Curitiba, Maringá, Paiçandu e São Paulo.

Um dos alvos de busca e apreensão foi o escritório do deputado federal Ricardo Barros (PP), em Maringá.

Segundo o MP, a investigação apura os crimes de lavagem de dinheiro e corrupção para facilitar negócio no ramo de energia eólica.

Barros emitiu uma nota em que alegou estar tranquilo e colaborando com as investigações. Ele informou que ainda não teve acesso aos autos do processo e por isso não tem coo se defender. "Ricardo Barros, relator da Lei de Abuso de Autoridade, repudia o ativismo político do judiciário", aponta a nota. 

As ordens judiciais foram expedidas pela 12ª Vara Criminal de Curitiba. Além do escritório do deputado, estão sendo cumpridos outros mandados em um escritório de contabilidade e em outros três endereços comerciais (onde funcionam quatro empresas), além de quatro residências.

A investigação começou a partir da remessa de documentos por parte do Supremo Tribunal Federal, em novembro de 2019, como colaboração premiada no âmbito da Operação Lava Jato. A apuração refere-se a fatos ocorridos entre o final de 2011 e o ano de 2014.

O Ricardo Barros se tornou o líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados em agosto desse ano. O parlamentar foi ministro da Saúde de 2016 a 2018, durante o governo Temer. 

Confira a nota do deputado Ricardo Barros:
“O deputado Ricardo Barros está tranquilo e em total colaboração com as investigações. O parlamentar reafirma a sua conduta ilibada e informa que solicitou acesso aos autos do processo para poder prestar mais esclarecimentos à sociedade e iniciar sua defesa. Ricardo Barros, relator da Lei de Abuso de Autoridade, repudia o ativismo político do judiciário”.

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