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Mãe de quíntuplos nota diferença em um bebê e relata diagnóstico de autismo

Redação Tarobá News

A mãe dos conhecidos quíntuplos do Paraná compartilhou, na última semana, o diagnóstico para autismo em um dos bebês, de 1 ano e três meses. Anieli Kurpel utilizou a página oficial do Instagram da família para dividir a descoberta com seus 376 mil seguidores. Segundo ela, Jhordan começou a dar os primeiros sinais de que se comportava de maneira diferente dos irmãos aos dez meses.

Após a postagem, a mãe dos bebês gravou diversos stories detalhando como identificou os sinais no filho. “Comecei a desconfiar quando Jhordan tinha 10 meses. Eu o chamava, mas ele não olhava para mim, pensei ser problema de audição e procurei ajuda médica. Ele não olhava bem para os meus olhos, ficava olhando para minha boca e cabelo, não gostava que a gente ficasse beijando ele. Além disso, ficava brincando sozinho em um cantinho, longe dos outros bebês. Ele não tem interesse em outros brinquedos”, descreveu.

Precoce

O diagnóstico para o Transtorno do Espectro Autista (TEA) precisa ser feito o quanto antes. O neurologista e especialista em autismo, Anderson Nitsche, do Hospital Pequeno Príncipe de Curitiba, afirma que a média de descoberta entre os pais no Brasil está dentro de um padrão importante. “De modo geral, a média do diagnóstico está na fase de 2 a 3 anos de idade. Essa idade já é considerada precoce, tem que evitar deixar para fazer o diagnóstico após os 4 anos de idade. Até porque muitos pacientes já demonstram sinais com meses de vida, seis até oito meses, quando começam alguns sintomas ou atraso no desenvolvimento pessoal-social”, disse ele, em entrevista à Banda B.

Para o especialista, um bebê de seis meses já precisa ter uma boa habilidade em dar risada, olhar nos olhos nos pais, prestar atenção na expressão da mãe ou do interlocutor, que reflita em felicidade, tristeza, medo. “Algumas crianças nessa fase não consegue fazer esse desenvolvimento, muitas vezes os pais já conseguem identificar isso. O importante e que já está bem estabelecido é que o quanto antes perceber que há algum atraso nessa área pessoal-social é preciso iniciar uma intervenção porque melhora o resultado lá na frente”, detalhou.

A mãe dos quíntuplos contou que a partir de agora o pequeno Jhordan começará a frequentar terapias em uma clínica especializada em Curitiba.


Veja o relato no Portal Banda B.

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