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Moradores aprendem a transformar resíduos orgânicos em adubo

26/07/18 às 11:55 - Escrito por Liliane Dias

Famílias que vivem no Conjunto Habitacional Grande Lago, região Norte da cidade, estão aprendendo a transformar resíduos orgânicos em adubo, que poderá ser usado para hortas, jardins e o cultivo de plantas.

Desde o dia 6 de julho a prática é realizada por 50 famílias que participaram de um treinamento com a agente comunitária Cíntia Aldaci da Cruz, uma das coordenadoras do projeto, conhecido por “Revolução dos Baldinhos”, e com o agrônomo Júlio César Maestri, da equipe de Agricultura Urbana do CEPAGRO - Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo. O projeto tem a parceria da Secretaria de Meio Ambiente de Foz do Iguaçu e apoio da Fundação Banco do Brasil.  

No treinamento, as famílias receberam orientação sobre o processo de compostagem e construíram canteiros com capacidade de reciclar  até 3 toneladas por mês de resíduos orgânicos. Deste volume, espera-se produzir 600 quilos de composto orgânico mensalmente. Para depositar o resíduo (restos de alimentos, como cascas, talos, sementes, raízes e folhas), cada família recebeu um baldinho de plástico, sendo recolhido duas vezes por semana e encaminhado para o pátio de compostagem.

Coordenadora local do projeto, Nina Nassif explica que 300 quilos do adubo produzido será doado para os moradores do Grande Lago e os outros 300 serão destinados para venda, dando assim sustentabilidade ao projeto. “O caminho percorrido pela comunidade tem sido desafiador, mas gratificante, porque as ações realizadas, somadas a outras que virão, estão contribuindo para que o Grande Lago seja exemplo de conjunto habitacional que se preocupa com a qualidade do meio ambiente e das pessoas que nele habitam”, disse a coordenadora, que também é a presidente do bairro.

Separação dos resíduos

Os esforços têm como prioridade a separação da fonte geradora dos resíduos em três tipos: reciclável, rejeito e orgânico. Os resíduos recicláveis são recolhidos pela Cooperativa dos Agentes Ambientais de Foz do Iguaçu (COAAFI), e destinados para reciclagem, por intermédio de um Termo de Colaboração entre a Prefeitura e a Cooperativa. Os resíduos, tidos como rejeitos, são recolhidos pela Concessionária Vital Engenharia, contratada pela PMFI, que os destinam para o Aterro Sanitário Municipal. E os resíduos orgânicos, a partir de agora, são destinados para a compostagem que é feita no próprio conjunto habitacional.

Benefícios 

A compostagem reduz a emissão de poluentes e o uso de energia no transporte de resíduos, além de incentivar a conscientização e promover a capacitação ambiental das pessoas envolvidas. Outro grande benefício é que o processo da compostagem ajuda a reduzir em cerca de 50% o volume de lixo produzido nas residências. 


Fonte: Assessoria 

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