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Pontos de Pesca em Guaíra recebem vistoria do Município e Itaipu

27/07/18 às 09:08 - Escrito por Redação Tarobá News

A localização geográfica de Guaíra, situada às margens do rio Paraná, gera uma certa influência, para que boa parte da população local, tenha como profissão, ser pescador. Quando falamos de pesca, muitos podem imaginar apenas a parte divertida da ação. Mas para quem tira o sustento da atividade pesqueira, nem sempre vivência somente o lado bom. 

Na manhã de ontem (26), o vice-prefeito, Beto Paixão, a secretária de desenvolvimento econômico e emprego, Juliana Rigolon, o diretor do departamento de pesca, Thomaz Luiz Zeballos e o diretor do escritório da Itaipu Binacional de Guaíra, José Alexandre Araújo participaram de uma visita técnica a pontos de pescas.  Foram visitados 10 dos 13 pontos existentes em Guaíra. O porto 51 da Salamanca, o Porto 52 e 53 em Dr. Oliveira Castro, porto 55 da Goiabeira, o porto 57 do Lair, o porto 58 do Dalilo, o porto 59 do Luizão, o porto 60 da Elza, O porto 62 do Cirineu e o porto 54 da Água Verde.  

A comitiva teve como objetivo, observar a qualidade das obras realizadas no último mês, como as adequações das estradas, passadores e cascalhamento feito desde a área de embarque até a estrada. O cascalhamento por exemplo, facilitou muito o transporte e também diminuiu os problemas com barro, uma vez que todos os portos apresentam caminhos com caídas até a margem do rio.   A observação mais discutida foi sobre alguns pontos, que ainda vão precisar do serviço de perfuração para aumentar o canal de acesso dos barcos, que será providenciado via Itaipu e Município.  Esses pontos foram criados por uma solicitação da Colônia dos pescadores à Itaipu. Os locais são mantidos em parceria entre Itaipu Binacional e Município de Guaíra. 

Cerca de 10 famílias vivem em cada área dessas e apenas pescadores profissionais autorizados pela Colônia e Itaipu, podem usufruir da estrutura dos locais.  Durante toda manhã foi possível observar a rotina diária dos moradores desses pontos. Desde o despertar com o alvorecer, os pescadores analisam o tempo, "traiam" as redes, testam as varas, limpam os barcos, conferem as iscas e as armações, limpam peixes, etc. Durante o percurso encontramos dona Ilma, pescadora do ponto 59, proprietária de uma das casas mais bem cuidada, estava arrumando uma nova rede de pesca com mãos habilidosas quando chegamos. 

Dona Ilma nos contou que "_ há algumas semanas não tem sido bom para pescar. A quantidade de peixes, em torno de 1 kg por dia, não compensa todo o trabalho exigido pela profissão. Bom mesmo fica nos meses de agosto, setembro e outubro (mês que encerra a pesca), onde costumamos pescar 20 a 30 kg de peixe por dia."  De qualquer forma, acordar em meio a mata nativa, respirar ar puro, observar as mais belas paisagens do horizonte às margens do Rio Paraná, tem todo o encanto necessário para fortalecer essa classe batalhadora, que garante um dos alimentos mais importante da mesa do brasileiro e é claro do guairense.  

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