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Sou responsável por investigações da Quadro Negro, diz Richa

30/01/18 às 11:59 - Escrito por Redação Tarobá News

Andreza Rossini e Francielly Azevedo

O governador Beto Richa comentou as investigações da Operação Quadro Negro em entrevista coletiva, na manhã desta terça-feira (30). Nesta semana, três assessores ligados ao governador serão ouvidos na força-tarefa da Polícia Federal. “Estou absolutamente tranquilo. Conversei com todos eles, que também estão absolutamente tranquilos. Não é que [eles] estão sendo investigados, foram convidados a depor para dar alguma contribuição”, afirmou.

Serão ouvidos Deonilson Roldo, o chefe de gabinete do governador; Ricardo Rached, assessor da governadoria e Ezequias Moreira, secretário especial do Cerimonial e Relações Internacionais. No total, 17 pessoas foram intimadas pela operação.

Richa enfatizou que o governo apoia as investigações da operação.  “Todos nós estamos à disposição da Justiça para contribuir para que tudo seja esclarecido da melhor maneira possível. O maior interessado é o governo. As primeiras investigações deste caso aconteceram no meu governo por determinação minha. Pessoas foram afastadas, demitidas e muitas presas pela polícia do estado. Pela Procuradoria-Geral do Estado, os suspeitos tiveram os bens bloqueados e ações de improbidade para o ressarcimento aos cofres públicos. Não faltou nada por parte do governo”, argumentou.

Delação 

O governador foi citado na delação do dono da Construtora Valor, Eduardo Lopes de Souza, que afirmou que os recursos desviados de obras em escolas estaduais foram repassados a lideranças do PSDB para que fossem utilizados na campanha de reeleição do governador Beto Richa (PSDB), em 2014.

Eduardo Lopes de Souza disse, em delação, que teria participado de reunião na casa de Beto Richa para acertar detalhes sobre como faria os repasses. Ele contou que o dinheiro era entregue em uma mochila e em caixas de vinho ao então diretor da Superintendência de Desenvolvimento Educacional (Sude) Maurício Fanini. O empresário também afirmou que fez repasses a Richa depois das eleições de 2014, já visando uma eventual campanha do governador para o Senado. Os contratos da Valor com o governo estadual que são investigados somaram R$ 32 milhões.

O governador negou as acusações e afirmou que iria processar o delator da Operação.

Quadro Negro

A operação foi deflagrada pelo Gaeco, no início de 2016 e aponta que uma organização criminosa formada por servidores públicos, empresários e laranjas gerou um prejuízo aos cofres públicos de R$ 17 milhões entre 2013 e 2015. Também foi confirmado o envolvimento de políticos nas irregularidades.

Segundo o Gaeco, a quadrilha informava que as obras estavam adiantadas para receber os valores indevidos do Estado.

A empresa Valor Construtora, que venceu dez licitações da Secretaria Estadual de Educação, é acusada de receber indevidamente mais de R$ 18 milhões. Segundo o Ministério Público, o valor total pode chegar a R$ 54.573.716,19. Além da suspeita de irregularidades nas licitações, muitas das obras nem saíram do papel. Os réus respondem por organização criminosa, lavagem de dinheiro, fraude em licitação e tráfico de influência.

Segundo o TCE (Tribunal de Contas), no total, R$ 29,7 milhões podem ter sido desviados em 14 projetos, sendo que a Construtora Valor participou de metade deles.

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