União entre escola, alunos e pais promove avanço no aprendizado

Redação Tarobá News
Paraná | Publicado em 21/08/2019 às 16:22

Dedicação, comprometimento e muito trabalho de todos os envolvidos. Essa foi a receita que deu certo no Colégio Estadual de Pato Branco e que resultou na melhora do rendimento dos alunos dos sextos e nonos anos. Preocupados com a baixa adesão às tarefas de casa e com o desempenho da primeira edição da Prova Paraná – que mostrou que o rendimento de algumas turmas estava abaixo do esperado – os professores e a equipe pedagógica da escola propuseram uma parceria com os pais dos estudantes.

Os responsáveis foram convocados para uma reunião e firmaram o compromisso de acompanhar a realização das tarefas de perto, garantindo que os alunos de fato completassem as atividades extraclasse.

““A minha preocupação enquanto pedagoga é com a aprendizagem. Por que não aproveitar essa avaliação para entender onde está a falha, onde está o problema que precisa ser resolvido? A ideia inicial era organizar as horas de estudo em casa. Aí, com o resultado da Prova Paraná, unimos o útil ao agradável””, conta e pedagoga Claudia Basso.

O PROJETO –- A partir dos conteúdos e das dificuldades identificadas, principalmente na disciplina de Matemática, a coordenação pedagógica da escola desenvolveu um projeto-piloto com as turmas de sextos e nonos anos. Durante dois meses, cada estudante levou para casa uma lista de questões que deveriam ser resolvidas e entregues em um prazo de quinze dias. O trabalho diário precisou da participação efetiva dos pais, fosse no monitoramento ou ajudando na realização das tarefas. Com a ajuda da família os estudantes passaram a ter noções mais práticas de responsabilidade.

O resultado das atividades propostas surpreendeu a todos. Em uma das turmas do nono ano, o índice de acertos, que na primeira edição da Prova Paraná foi 48%, subiu para 72% na segunda edição. A média geral das cinco turmas saltou de 49% de acertos para 66%.

A diretora do colégio, Luiza Kupchak, comemora o resultado e diz que a inciativa foi vista com bons olhos pelos outros alunos e professores da instituição que atende 1,6 mil estudantes. Hoje, eles pedem a ampliação do projeto para todos.

““Por enquanto fizemos isso apenas em Matemática. Só que o resultado foi tão bom, alguns alunos chegaram a gabaritar na segunda Prova Paraná, que estão pedindo para incluir conteúdos de Português, desde o Ensino Fundamental até o Médio. Ou seja, os estudantes também estão preocupados e dispostos””, avalia a diretora.

GOSTO PELOS ESTUDOS -– Waleska Koerich, 14 anos, é aluna de uma das turmas participantes do projeto e que apresentou melhor rendimento na segunda edição da Prova Paraná, aplicada em junho. A estudante do nono ano percebeu um avanço significativo não só nas notas da segunda avaliação, mas nos estudos de forma geral.

““Quando eu soube da proposta, gostei. Incentivou a estudar mais, a ter mais compromisso e me organizar. Eu achei o meu jeito de estudar e a minha prioridade deixou de ser a nota final, mas como eu vou chegar até ela””, explica.

Waleska recebeu total apoio dos pais na empreitada. O pai, Júlio Goinski, 50 anos, é formado em Matemática, trabalha durante o dia e estuda Engenharia Elétrica à noite, mas todos os dias senta com a filha para ajudar a solucionar os problemas que ela não consegue responder sozinha. Para isso, foi necessária uma mudança no horário de estudos e todos se adequaram. No fim da tarde, antes de Júlio ir para a sala de aula da universidade, ele e Waleska estudam juntos.

““Eu vi que muitas vezes ela sabe a resposta, mas não sabe como chegou até ali. A dificuldade era saber o caminho. Sentando com ela e tirando esse tempo para ajudar, a gente também aprende e todos saem ganhando””, conta Júlio, que aprovou a iniciativa da escola. ““Os pais ficam engajados, se envolvem e percebem como funciona o processo. Não ficam apenas cobrando dos filhos, da escola””, completa.

Agora, a adolescente utiliza o mesmo método de estudo para a terceira edição da Prova Paraná e segue confiante. ““É uma preparação para toda a minha vida. Não só agora, mas para o Ensino Médio, para a faculdade que vem depois e até para o mercado de trabalho””, afirma Waleska.



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