Policial

Empresária é espancada por três homens em briga de trânsito

02 abr 2020 às 12:06

Uma empresária passou momentos de terror na noite desta quarta-feira (1º) ao ser espancada no meio da rua por três homens, no bairro Batel, em Curitiba. As agressões aconteceram após uma discussão de trânsito na esquina da Avenida Silva Jardim com a Carneiro Lobo. Um motociclista que tentou ajudar a mulher também foi espancado e teve a motocicleta destruída pelo trio. A Polícia Militar (PM) passou pelo local, notou a confusão e encaminhou os homens para a delegacia. Eles assinaram Termo Circunstanciado (TC) e foram liberados.

De acordo com a PM, a mulher conduzia uma SVU e tentou anotar a placa do Logan, onde estava o trio. Para a Banda B, ela deu detalhes e contou que tentou anotar a placa do carro deles após cruzarem o sinal vermelho. “Eu estava na Silva Jardim, cruzando a Carneiro Lobo, e vi que esse carro iria furar o sinal e bater no meu carro. Eu buzinei, eles aceleraram, passaram e eu fui anotar a placa deles. Quando eu estava fazendo isso, eles desceram e vieram me espancar. O motorista passou a me chutar, dar soco na cabeça, na boca”, contou a empresária.

Ela lembra que um motoboy, que saia de uma farmácia, viu o que estava acontecendo e também foi agredido. “Eu pedi para ele parar de me agredir e me deixar ir embora, mas ele dizia que eu tinha perdido e que ele estava acelerado. Dizia isso o momento todo, ele falava muito rápido. Quando eu estava já quase caindo no chão de chute e porrada, um motoboy viu, buzinou, para ver se alguém via ou fazia eles pararem, os caras foram até o motoboy arrebentaram a moto dele, chutaram ele, quebraram o capacete dele, igual fizeram comigo”, completou.

Para a empresária, a chegada da PM fez com que o trio mudasse a versão e passasse a dizer que ela teria agredido os três homens. “Eles não iriam me soltar, se a polícia não tivesse chegado, eu não sei o que iria acontecer. Assim que eles viram os policiais, me devolveram meu celular e pararam de bater no motoboy. Esse homem perdeu a motocicleta, é o trabalho dele, mas eu agradeço porque salvou minha vida”, finalizou a empresária, com hematomas pelo rosto e corpo.

Na delegacia, a Banda B ouviu o motorista do Logan, que é vigilante. Ele negou que tivesse agredido a mulher e que foi agredido pelo motociclista ‘do nada’. “Ela nos fechou, todos nós descemos do carro e nisso parou o motociclista e me deu uma capacetada. Eu fiquei sem entender o motivo daquelas agressões. Eu cai, bati o joelho no chão e já chegou a polícia. Ninguém aqui agrediu, nada”, disse ele.


Banda B.

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