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Família de suspeito baleado durante confronto com polícia reclama da falta de assistência em delegacia

Redação Tarobá News

Foto: Google Street View

A família e o advogado de um suspeito que teria entrado em confronto armado com policiais militares, no qual acabou baleado, no dia 17 de maio deste ano em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, procuraram a Banda B na tarde desta terça-feira (9) e se queixaram sobre o mau atendimento e a falta de assistência por parte da delegacia do município.

Vandira dos Santos, de 68 anos, avó de Lucas Lima, suspeito que segue preso na Delegacia de Piraquara, descreveu a situação e avaliou que o neto teria entrado para o mundo do crime por conta das más companhias. “Eu sinto muita fala dele porque ele era muito amoroso comigo. Sempre conversei com ele, mas infelizmente acabou sendo influenciado por outras pessoas”, relatou emocionada.

Lucas, após ser baleado no confronto, ficou internado durante cinco dias no Hospital Universitário Cajuru e ao se recuperar foi encaminhado para a delegacia, onde, segundo a família, não estaria recebendo o atendimento necessário.

Ainda, o advogado do rapaz, André Louro, afirmou em entrevista à Banda B que seu cliente e outros detentos estariam passando por uma possível represália dentro da delegacia: “Encontram um celular dentro da carceragem e depois disso foi retirada toda a alimentação, cobertores e agasalhos”, disse.

Louro também expôs que conversou com um dos agentes penitenciários, o qual teria dito ao advogado que essas medidas fariam parte de um “castiguinho”.

Nesta terça-feira (9), o detento deveria ter sido levado novamente ao Hospital Cajuru para passar por exames médicos. Contudo, de acordo com André, o pedido feito pela Justiça foi negado pelo delegado por falta de efetivo para escolta e mencionou que seu cliente sofre risco de morte.

“Ele não foi encaminhado para o exame para termos conhecimento sobre o atual quadro clínico dele e agora corre sérios riscos de morte, pois não tem medicamentos e nem blusas ou cobertores”, descreveu.

Esclarecimentos

Procurada, a assessoria de imprensa da Polícia Civil do Paraná (PCPR) explicou o caso e quais medidas tomarão daqui em diante. Leia na íntegra:

“A Polícia Civil do Paraná esclarece que segundo o prontuário médico do detento, ele está de alta. Além disso, não existe decisão judicial determinando que o preso seja levado à consulta médica eletiva. Levando em consideração que o indivíduo é de alta periculosidade, tendo inclusive trocado tiros com a Polícia Militar no momento de sua prisão, optou-se por não o encaminhar à consulta no Hospital Universitário Cajuru, como forma de resguardar a segurança da população e do próprio detento. Informa-se ainda, que já foi solicitada a transferência do preso para o Sistema Penitenciário, onde poderá ser melhor atendido.”

Fopnte: Banda B

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