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Famílias de mortos em confronto vão a Curitiba pedir agilidade em investigações

Ticianna Mujalli

Representantes de 15 famílias de mortos em confronto com a polícia ou guarda municipal estiveram nesta terça-feira (10) em Curitiba. Eles se reuniram com o Conselho Permanente de Direitos Humanos do Estado do Paraná e também com o Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, Gaeco.

Segundo o representante do Movimento Nacional dos Direitos Humanos no Paraná, MNDH, Carlos Enrique Santana, que acompanhou os familiares a comitiva foi pedir transparência e agilidade nas investigações das mortes dos parentes. “Já contabilizamos 35 mortes este ano que as forças policiais declaram como confronto. Algumas famílias acreditam em execução. Queremos uma força-tarefa nos moldes do que foi feito na chacina de 2016”, aponta Santana.

Durante a reunião também foi tratada a questão da chacina que ocorreu na cidade em 2016. Este ano, o episódio completou três anos. Foram 12 pessoas mortas e outras 14 feridas entre o dia 29 e 30 de janeiro de 2016. Até hoje, ninguém foi preso.

“Houve uma reunião do Copedh descentralizada em Londrina e foram tirados dois representantes de Curitiba para cobrarem as autoridades daqui. Precisamos de mais agilidade nas investigações. As famílias merecem uma resposta. Quanto ao Gaeco, quatro destas mortes foram denunciadas e ficamos aguardando 6 meses sem respostas”, aponta o representante do Movimento Nacional.

Além das ações em Curitiba, os representantes das famílias também devem ir à Brasilia no ano que vem. “Temos algumas ações a tomar ainda. Programamos nossa ida a Brasília, ao Congresso Nacional, para março. Também vamos aguardar os retornos das ações das autoridades aqui do Paraná já que em Londrina nem fomos ouvidos”, desabafa.

Segundo o Major Nelson Villa, da Polícia Militar, tudo está transcorrendo dentro do prazo e em conformidade com a lei processual. Os inquéritos foram encaminhados para a justiça.

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