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Homem que atropelou ex-companheira em Londrina é condenado; assista vídeo

Weslley Lemos

O homem que atropelou sua ex-companheira e o namorado dela em fevereiro do ano passado no residencial Quadra Norte, na zona norte de Londrina, foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão em regime fechado. O Júri Popular foi realizado nesta quinta-feira (26) e o juiz da 1ª Vara Criminal de Londrina, Paulo Cesar Roldão, considerou duas tentativas de homicídio doloso, sendo um feminicídio tentado, e embriaguez ao volante. 

O atropelamento ocorreu na casa da vítima, Elisângela Salome Mendes, que estava com 36 anos, na rua Benedito Alves Moreira. Sidney dos Santos, na época com 41 anos, foi até a residência e prensou a mulher contra o portão com o carro. Ela sofreu uma fratura exposta na perna. Câmeras de segurança flagraram a ação (vídeo acima). 

O casal havia terminado o relacionamento e ela tinha medida protetiva contra ele. Eles moraram juntos e tiveram uma filha. Sidney foi segurado e agredido por populares que presenciaram o fato e preso em flagrante. Ele continua detido já que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. 

Defesa vai recorrer
O advogado Edgar Noboru Ehara, que defende Santos, afirma que não concorda com a decisão. "No nosso entendimento não ficou demonstrado de maneira inequívoca a intenção dele de matar e também nem que ele assumiu o risco. Então, no nosso entendimento o crime que ele praticou foi de lesão corporal", explicou. 

Sidney alega que teria ido ao local para se despedir da filha, pois passaria mais de um mês fora da cidade para trabalhar. "O relato dele é meio confuso, estava em estado de embriaguez considerável. Chegando lá, viu a Elisângela com o atual namorado e nesse momento, segundo ele, ficou nervoso, subiu na calçada para fazer uma manobra e estacionar o carro, quis até assustá-la, mas diante do estado de embriaguez, acabou perdendo o controle e atropelou", disse Ehara. 

Ainda segundo o advogado, ele parou o veículo e desceu para verificar o estado de saúde da mulher. Neste momento, teria começado a ser agredido. "Pode parecer insensibilidade fazer esse tipo de alegação, mas se ele quisesse matar, teria feito. Poderia jogar o carro novamente para cima dela. O conjunto da situação, a forma como tudo aconteceu, não nos permite concluir com certeza que ele quis matar".

A defesa garante que vai recorrer ao Tribunal de Justiça de Curitiba. "O justo seria ele pagar, cometeu um crime, mas dentro dos limites da conduta. Deveria ter sido condenado por lesão corporal grave. Ele demonstrou arrependimento. Quero deixar claro que esse é um caso covarde, uma atitude injustificável da parte dele, a Elisângela sempre demonstrou ser uma pessoa correta e justa. A defesa só não concorda que foi tentativa de homicídio", concluiu o advogado. 

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