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Justiça nega pedido da defesa e mantém júri popular do caso Tatiane Spitzner em Guarapuava

Redação Tarobá News

Foto: Reprodução Facebook

A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), por unanimidade, negou nesta quinta-feira (29) o pedido da defesa de Luis Felipe Manvailer, acusado pela morte da advogada Tatiane Spitzner, para que o júri não ocorra em Guarapuava, região central do Paraná. Durante a sustentação oral realizada virtualmente, o advogado do réu argumentou que “não há isenção para que um julgamento imparcial seja realizado na cidade”.

Entre os motivos que, segundo ele, justificariam a mudança do local de julgamento estaria a exploração do caso como plataforma política durante o atual período de campanha para as eleições municipais. “Uma coisa é a bandeira – de todo legítima – de combate à violência de gênero, outra coisa é o processo que está posto em julgamento. Em Guarapuava, a causa e o caso se confundem: a causa de combate à violência de gênero acabou se confundindo com o caso que está sendo posto em julgamento”, disse o defensor.

Ao longo da votação, o relator ponderou que “não há como conceber que o efetivo engajamento da sociedade guarapuavana pelo fim da violência contra a mulher (em publicações nas redes sociais ou mediante cartazes, banners, passeatas, homenagens póstumas, etc) seja diverso das ações implementadas por qualquer outro grupo de pessoas nas demais regiões do Paraná”.

O julgamento popular está marcado para o dia 3 de dezembro de 2020.

Com informações: Bandab

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