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Laudo aponta que guarda municipal não apresenta doença mental


Laudo aponta que guarda municipal não tem doença mental

O guarda municipal Ricardo Leandro Felipe, que matou a tiros a sócia da companheira no dia 3 de abril, realizou uma avaliação psiquiátrica nesta semana e o laudo apontou que  ele não apresenta sinais de doença mental, apenas traços dissociais, sendo plenamente capaz de entender seus atos e responsabilizar-se por eles. O documento é assinado pela diretora clínica do complexo médico penal do estado, Tânia Zanier, no último dia 2. A defesa vai contestar o laudo sob a alegação de que ele é superficial.

O advogado acredita que "traços dissociais", como está no laudo, poderia ser transtorno de personalidade. Por isso, ele coloca em dúvida a sanidade do cliente, que poderia ser prejudicado por esse resultado preliminar. Já para o advogado da família de Rachel Espinosa, ex-companheira de Ricardo Felipe, o laudo constitui uma prova técnica e complementa a tese da acusação, de que o guarda municipal planejou e premeditou os crimes.

No último dia 3 de abril, depois de Ricardo Felipe matar Ana Regina do Nascimento, sócia e amiga da então companheira, ele foi até a casa da ex-companheira, Rachel Espinosa, rendeu a família dela e atirou contra várias pessoas. O filho de 17 anos morreu no local e o pai foi levado ao hospital, mas não resistiu. Numa ação civil ajuizada nessa terça-feira (13) contra o município, a família pede indenização pelos danos materiais, do funeral ao tratamento médico psicológico e mais R$ 10 milhões por danos morais. No entanto, o mais importante não seria o dinheiro em si, mas a cobrança por mais rigor na contratação e avaliação de guardas municipais. 


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