Policias Civis protestam contra projeto que prevê fim de licença prêmio

Redação Tarobá News
Policial | Publicado em 15/10/2019 às 11:43

Foto: Dirceu Junior

As delegacias da cidade estão funcionando em esquema de revezamento de policias. Os serviços não estão paralisados, mas os servidores estão em protesto contra um projeto do governo do estado que prevê o fim da licença prêmio e deve ser votado nesta terça-feira (15), na Assembleia Legislativa do Paraná, Alep.  

Os policiais alegam que vão continuam nesse sistema até o final da votação e que a retirada do benefício afeta em cheio a categoria. “Isso aqui é um protesto, um aviso e um apelo ao senhor governador para que ele reveja esse posicionamento de retirada da licença prêmio. Eu digo que para os policias civis não é uma licença prêmio, é uma licença médica, já que nós trabalhamos com o que há de pior na sociedade: bandidos, tragédias e sem falar nas crianças e pessoas mortas. Lidamos com um cotidiano muito cruel. A licença prêmio é um período em que o policial pode tomar um fôlego e voltar para o serviço um pouco mais aliviado desse desgaste emocional que nós sofremos diariamente”, aponta o presidente o sindicato dos Policiais Civis, Michel Franco.

O projeto foi discutido na semana passada e segundo o Governo do Paraná, a alegação para extinção do direito é econômica. A licença é concedida a servidores públicos que a cada cinco anos consecutivos trabalhados, pode se ausentar por três meses seguidos, recebendo o salário.

“Saber que você sai de casa e não vai voltar, não é pra qualquer um. Pedimos ao governador e aos deputados, principalmente aqueles que vieram da segurança pública, que revejam seu posicionamento e seus votos, que façam justiça com os servidores e com os policiais para salvar suas famílias e as nossas famílias”, relata Franco.

O governo quer substituir a atual licença prêmio por uma licença capacitação, que poderá ser usada para tirar as folgas, mas desde que o servidor comprove que será para fazer cursos de aperfeiçoamento de interesse do estado. Porém, uma das reclamações do presidente da entidade é que para a categoria não adianta fazer essa substituição. “Para nós é uma licença médica. Você vai pegar um policial desgastado psicologicamente e fisicamente e vai colocar uma carga a mais de trabalho sem o fôlego que teria com a licença prêmio. Acho que deviam suspender a votação para rever os conceitos”, reclama.

O governo alegou que o objetivo de extinguir o benefício é zerar o passivo das licenças-prêmio, que chega a quase R$ 3 bilhões. “O governo quer economia é só parar de comprar queijo importado, bacalhau do porto, iguarias que já economiza. Colocar o servidor domo vilão é fazer uma cortina de fumaça para políticos mal intencionados fazerem o que quiserem”, desabafa Franco.

“Queremos que olhem porque nos últimos anos não tem reposição inflacionaria que está defasado em 20%, nossa carga horária eu é de 40 horas tem polícia que faz 120 ninguém olha, mas na hora de tirar licença prêmio, tem deputado eleito pela causa da segurança votando sim”, conclui.



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