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Rebelião na Casa de Custódia de Curitiba chega ao quarto dia

04/07/18 às 09:52 - Escrito por Redação Tarobá News

A rebelião na Casa de Custódia de Curitiba completa, nesta quarta-feira (4), quatro dias, sem resolução. Ontem (3), as negociações foram suspensas pela segunda vez. Os 172 presos, que mantém quatro agentes penitenciários reféns, estão sem luz, água ou alimentos. Do lado de fora, familiares dos detentos aguardam notícias.

O movimento começou na noite de domingo (1º). Entre as reivindicações dos presos estão a transferência de detentos, para aliviar a superlotação, a volta de quatro detentos que foram transferidos para outras unidades recentemente e a entrega de remédios, que não estariam chegando até eles.

Nesta terça-feira (3), a luz e a água da unidade prisional foram cortadas, como uma forma de tentar garantir uma negociação mais rápida para a entrega dos agentes e também a rendição dos detentos. Porém, a medida revoltou ainda mais os rebelados.

Em um vídeo compartilhado na imprensa, um dos reféns pede para que o Corregedor de Justiça e um representante da Ordem do Advogados do Brasil (OAB) voltem à unidade. “Eu quero pedir para essa Comissão que está negociando, que eu não estou entendendo retirar no meio da negociação a água, a luz e a comida, não vamos ficar nessa idiotice. Estamos aqui há quase quatro dias sem água. Já estive em outras rebeliões e não é assim que resolve”, pede, alarmado.

O vídeo mostra um clima diferente do alegado pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp), que afirma que tudo transcorre tranquilamente. Nas imagens, os reféns são ameaçados com facas e outras armas, cercados por dezenas de detentos. “Não pensem que esse pessoal aqui não é perigoso”, diz o refém.

Negociações tensas

As negociações já foram suspensas duas vezes. Nesta terça-feira, o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) alegou que a negociação é difícil, pois os próprios detentos não apresentaram todas as reivindicações. A principal delas seria o retorno de alguns presos que foram transferidos da unidade e estariam sendo ameaçados. Eles também reclamam do tratamento com os familiares durante as visitas e a alimentação oferecida, entre outros pontos.

Ainda ontem, o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) emitiu uma nota, afirmando a preocupação com a ameaça sofrida pelos agentes. O sindicato também reclama que a falta de investimentos no sistema prisional nos últimos anos facilitou a organização dos presos para utilizarem os agentes penitenciários como moeda de troca nas rebeliões para as reivindicações.

A nota é assinada pelo presidente do Sindarspen, Ricardo Miranda, que ainda critica a alternativa de colocar shelters, as celas modulares “nas penitenciárias já sucateadas, ao invés de se construir novas unidades prisionais, e contratar novos funcionários”.

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