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Vídeo: Presos da Cadeia de Apucarana denunciam superlotação e comida estragada

28/10/20 às 11:02 - Escrito por Redação Tarobá News

Um vídeo que teria sido gravado por dois detentos de dentro da Cadeia Pública de Arapongas fala de dois problemas: a falta de condições, superlotação e a péssima qualidade da comida entregue pela unidade.

Os dois não se identificam e ficam o tempo todo com os rostos cobertos por camisetas. No vídeo, eles apontam que estão apenas reivindicando direitos como remédios, atendimento médico e dentista, que não teriam acesso.

Além disso, eles contam que no dia da gravação, seria a sexta vez que a alimentação entregue pela unidade teria chegado estragada e a comida não teria sido reposta após a reclamação. “Ou seja, ficamos com fome todas as vezes que a alimentação veio azeda”, conta.   

Os detentos continuam a reclamação apontando que a comida enviada pelos familiares, via Correios, não estaria chegando na totalidade. “Nossas famílias, em total dedicação, enviam e não recebemos”.

CONFIRA O VÍDEO

Os dois presos ainda comentam das más condições em que vivem os detentos. A superlotação poderia ser amenizada, segundo eles, se os presos já condenados fossem transferidos para as penitenciária, ou alguns para o semiaberto. O pedido teria sido feito, mas não atendido. “Não temos intenção de motim ou rebelião. Queremos atenção da mídia, dos juízes e órgãos públicos e atendam nosso apelo e tragam uma solução. Pedimos aos juízes responsáveis que façam como o juiz de Londrina, Katsujo (Nakadomari), que apoia a ressocialização e assim ajudando a pagarmos o que devemos a justiça e saímos de cabeça erguida”, finaliza.

A denúncia foi feita de dento da cadeia da cidade e gravada por um telefone celular. O local projetado para receber 148 detentos, atualmente está 330. 

DEPEN
Segundo o Depen, está havendo uma restruturação da unidade, na parte elétrica e hidráulica. Estão sendo colocados grades e portões e fazendo a mecanização que vai ajudar a não expor os agentes que trabalham no local. Segundo o coordenador regional, Reginaldo Peixoto, as reclamações começaram depois dessas mudanças.

Além disso, houve intensificação nas operação para retirada de celulares e também para impedir fugas. Apenas na última semana foram 23 operações em todas as unidades da região.  “Toda vez que fizerem um vídeo, terá operação. Esse é o papel do estado, verificar como os celulares chegam até lá e retirá-los”, aponta.

Peixoto aponta ainda que a alimentação é fornecida por uma empresa terceirizada, que venceu uma licitação. Ele garante que nunca houve reclamação da comida, que é distribuída pelos próprios detentos.

Os alimento enviados pelos parentes tiveram restrições por conta da pandemia e estão proibidas comidas perecíveis. Tudo é inspecionado. “Há diálogo com todas as instâncias. Fazemos até a análise de processo a processo pra tentar revisão das penas e dessa forma uma progressão de pena, junto às varas de execuções penais”, finalizou.  

(Com Ticianna Mujalli e Evandro Ribeiro)

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