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Alta de preço deixa feijão de fora da merenda escolar em Londrina

18/03/19 às 11:30 - Escrito por Ticianna Mujalli

Alunos de creches e escolas municipais estão sem feijão na merenda. A informação foi confirmada pela secretaria de educação. Pais estavam reclamando que era servido para crianças apenas arroz, carne e salada.

O problema acontece após a empresa que venceu a licitação do município parar o fornecimento por conta da falta do produto no mercado. O fornecedor alega que os produtos encontrados estão acima do valor programado. 

Segundo a secretária municipal de educação Maria Tereza Paschoal, a empresa informou que está aguardando a reposição do feijão para conseguir entregar o produto ao município. O contrato foi assinado em agosto do ano passado e está vigente até agosto deste ano. A empresa já foi notificada.

Segundo o contrato, ao mês, devem ser entregues cerca de seis toneladas de feijão. No certame, o valor estabelecido era de R$2,60 o quilo, mas já é possível encontrar o produto no mercado com preço cinco vezes superior.

Por enquanto nada está substituindo o feijão na merenda, já que no contrato não há possibilidade de troca por outros produtos. “Já estamos estudando para as próximas licitações a substituição de um produto quando faltar. Nesse caso, por exemplo, o pedido é exclusivamente pelo feijão carioquinha, então não há como colocar o feijão preto no cardápio”, aponta.

Por dia, são cerca de 70 mil refeições servidas nas unidades escolares mantidas pelo município.

Segundo levantamento feito todos os meses pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná, feijão foi o produto que mais subiu na cesta básica em fevereiro. A alta registrada foi de 62,5%. O item foi um dos que impulsionaram a alta da cesta que teve aumento médio de 13,4%. O aumento acontece em todo estado, e em londrina, o quilo do produto chega a custar r$ 10,29 nos supermercados.

Preço preocupa produtores do estado 

O feijão é um produto bastante sensível às oscilações de clima, o que reflete nos preços pago pelo consumidor atualmente. 

A primeira safra de feijão foi atingida por excesso de chuva e frio, seguido de seca e altas temperaturas nos meses de novembro e dezembro. O resultado foi uma queda de 23% na estimativa de produção de 321 mil para 248 mil toneladas de feijão, com colheita praticamente encerrada.

Os produtores que vendiam a saca do feijão de cor por R$ 90,00 há um ano, agora estão comercializando por R$ 326,00 alta de 262%. Já o feijão-preto que era vendido por R$ 118,00 a saca há um ano, agora é vendido por R$ 204,00 a saca, alta de 73%.

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