Ato em homenagem a bailarina morta vai pedir fim da violência contra as mulheres

Redação Tarobá News
Política | Publicado em 13/02/2020 às 15:37

Foto: Flávio Ulsenheimer/Assessoria de Imprensa/CMC

A população de Cascavel está sendo chamada a participar de um ato público pelo fim dos feminicídios e de denúncia da cultura de violência contra as mulheres. O ato público, que será em frente à prefeitura de Cascavel, com início às 16 horas, deste domingo (16) presta homenagem a uma das mais recentes vítimas, a bailarina maringaense Maria Glória Poltroneri Borges, assassinada no último dia 26, em Mandaguari, cidade próxima a Maringá.

“Vamos prestar nossa solidariedade a mais uma vítima, ao tempo em que nos elevamos contra toda forma de violência, para quebrarmos essa cultura, esse padrão de comportamento violento contra as mulheres, típico de uma sociedade patriarcal”, diz a advogada Isabelle Ianesko, uma das organizadoras do ato. Ela esteve hoje (13) divulgando o evento na Câmara Municipal, com Cecília Teixeira, quando foi recebida pelo presidente da Câmara, vereador Alécio Espínola (PSC).

Isabelle lembra que a morte a bailarina Magó, como era conhecida Maria Glória, é mais um marco da escalada de violência contra as mulheres e que tem provocado mobilizações e manifestações em todo o estado. Ela diz que tem recebido apoio de vários setores da sociedade, como da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministério Público, do Judiciário como um todo e também dos movimentos sociais locais, como o Movimento 8 de Março e o Grupo das Marias. “É importante que todos estejam envolvidos nessa causa, inclusive os homens. Todos devem comparecer ao ato para que possamos construir um marco de luta contra os feminicídios e todas as demais formas de violência”.

Durante a conversa com Alécio Espínola, Isabele e Cecília manifestaram o desejo que o apoio dos órgãos públicos, especialmente a Prefeitura e a Câmara, também se materializem na construção de novas políticas públicas que invistam na educação como forma de proteger as mulheres e combater os quadros de violência.

De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019, em 2017, 1.151 mulheres foram vítimas de feminicídio em todo o Brasil. Em 2018, o número passou para 1.206. No Paraná, foram registrados 41 feminicídios em 2017, 61 em 2018 e 73 de janeiro a outubro de 2019, conforme dados da Secretaria de Segurança Pública do estado.

A lei que tipifica o feminicídio entrou em vigor apenas em 2015. A lei diz que se enquadram nesse tipo os crimes contra mulheres “por razões da condição do sexo feminino”. A lei diz que são crimes aqueles casos em que há “violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher”.

Alécio Espínola reiterou que a Câmara está sempre aberta para ouvir as demandas da sociedade e para se posicionar sempre que for necessário. “A violência contra a mulher é um problema grave e de fato precisamos enfrentar isso com muita informação, com muita formação e esse ato, tenho certeza, vai ajudar a pautar o debate necessário para buscarmos, em conjunto, soluções para esse problema”, disse ele.

Assessoria de Imprensa/CMC




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