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Ato pela Democracia reúne manifestantes no Calçadão de Londrina

11/08/22 às 18:38 - Escrito por Redação Tarobá News

Os atos pela democracia marcados para esta quinta-feira (11) em diversas cidades do Brasil também estão ocorrendo em Londrina. Após leitura da carta às brasileiras e brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito, realizado na Universidade Estadual de Londrina, manifestantes estão reunidos no Calçadão para conversar com a população sobre a importância da democracia e da defesa do sistema eleitoral.


A manifestação é uma resposta aos ataques sistemáticos feitos pelo presidente e candidato à reeleição pelo PL, Jair Bolsonaro, ao sistema eleitoral brasileiro. “Esse ato, quem convocou primeiramente foi a Uni, mas tem várias organizações e personalidades preocupadas com personagens que estão tumultuando o processo democrático no Brasil”, explicou o representante do Comitê Unificado, Venâncio de Oliveira.


O movimento, a menos de dois meses do primeiro turno das eleições, é considerado um marco simbólico na reação da sociedade civil frente a ataques ao sistema eleitoral. “A gente quer conversar com a população londrinense. Mas claro que toda a marcha precisa andar, então vamos dar uma volta pelo centro para conversar com as pessoas sobre a importância da democracia no país e o porquê a população londrinense tem que estar engajada com essa luta. E vamos terminar no Ouro Verde com um ato cultural, porque democracia e cultura combinam”, afirmou Venâncio.


A UEL vai realizar um novo ato durante a noite para ler mais uma vez a carta, que conta com quase 1 milhão de assinaturas. A carta em defesa da democracia, dos tribunais superiores e do Estado Democrático de Direito, organizada pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), é inspirada na “Carta aos Brasileiros” de agosto de 1977. Na ocasião, o professor Goffredo da Silva Telles Junior leu o documento que denunciava a ilegitimidade do governo militar e o estado de exceção vivido durante a ditadura.


Apesar de ser um movimento apartidário e não citar o atual presidente na carta, a adesão ao documento foi criticada por Jair Bolsonaro (PL). A carta vai contra a postura do presidente, principalmente por conta dos ataques às urnas eletrônicas e possibilidade dele não aceitar o resultado, caso seja derrotado em outubro.


“Ela traz que com eleições livres e democracia, todos ganham. Sem democracia, a gente teve anos do chumbo no país e a gente não desenvolve. Esse é o espírito da carta”, explicou Venâncio.

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