Justiça bloqueia parte de bens de prefeito de Rolândia e investigados

Ticianna Mujalli
Política | Publicado em 15/03/2019 às 12:24

O juiz Marcos Rogério César Rocha, da comarca de Rolândia, acatou pedido do Ministério Público (MP) e ordenou o bloqueio parcial de bens do prefeito de Rolândia, Luiz Francisconi Neto e de outros 12 pessoas ou empresas investigadas pela Operação Patrocínio.

O Ministério Publico apura um suposto esquema de corrupção na prefeitura da cidade. Apenas de Fracisconi, foram, bloqueados mais de 1 milhão de reais. Mais de 14 milhões de reais foram declarados indisponíveis de sete pessoas e quatro empresas.

De acordo com o documento, no pedido, o MP alegou que os investigados, “por meio de complexa organização criminosa, praticaram uma série de delitos, sobretudo contra a Administração Pública” e cometeram vários atos de improbidade administrativa. Argumento que foi reconhecido pelo juiz, da Vara da Fazenda Pública, que apontou que “são fartos os indícios de responsabilidade dos requeridos” e apontou ainda que “há indícios suficientes de que houve a prática de atos ímprobos (não somente ilegais), e por parte de todos os requeridos.”

O MP também pediu um novo afastamento do chefe do executivo, mas o pedido não foi autorizado pelo juiz Marcos Rogério César Rocha. O pedido ocorreu após Francisconi renovar o contrato do transporte público de Rolândia por mais um ano com uma empresa em que o proprietário é alvo de investigação.  

Francisconi não se disse surpreso com a notícia, já que foi apresentado à justiça de Rolândia, o mesmo conteúdo de uma ação que tramita no Tribunal de Justiça (TJ). Quanto ao bloqueio dos bens, o prefeito acredita que é apenas uma garantia do MP em caso de uma eventual condenação. “Continuo bastante tranquilo já que a intenção é provar à justiça de Rolândia que as acusações não procedem. No final, acredito que tudo será arquivado”, informou o chefe do executivo.



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