Como organizar as finanças durante a crise?

Redação Tarobá News
03/06/2020 15:26
Crédito: Divulgação

A crise financeira causada pela pandemia do novo coronavírus já possui efeitos mais impactantes do que a recessão de 2008. Neste período, em que há pessoas em regime home office, de férias, com o contrato de trabalho suspenso ou até mesmo desempregadas, é preciso colocar os gastos e as receitas na ponta do lápis, para que o cenário não se torne ainda mais traumático a longo prazo.

A instabilidade trazida com a doença mostra que é importante que, na medida do possível, exista uma reserva na economia dos cidadãos, com gasto responsável do dinheiro que entra. Isso porque não há como prever os cenários futuros em relação à taxa de empregos e de saúde.

Sendo assim, há alguns passos que podem ser seguidos para alcançar uma estabilidade em momentos como este. Veja abaixo!


Na ponta do lápis

Para entender qual é sua situação financeira atual, é preciso colocar todas as despesas, gastos e receitas no papel. Assim, liste durante um mês inteiro tudo o que for comprado – desde o pedido em um restaurante à mensalidade de escolas ou cursos. Desta forma, separe as saídas em categorias, como gastos essenciais fixos – como aluguel, escola e condomínio –, os variáveis – contas de água, luz, telefone, alimentação e combustível – e os supérfluos variáveis – TV a cabo, academia e compras em geral.

Nesta lista, também é essencial colocar as fontes de renda que compõem a economia, tais quais salário, trabalhos como freelancer e demais entradas de dinheiro. Além disso, coloque um campo para as dívidas já existentes, como empréstimos, parcelamentos, negociações, boletos atrasados, mensalidades, faturas do cartão, cheque especial, entre outras.

Com essa etapa feita, será possível identificar para onde o orçamento está sendo destinado e quais os pontos que são mutáveis.


Mudança de hábitos

Mesmo sem perceber, há hábitos prejudiciais à saúde financeira presentes nas rotinas de todos. Para conseguir reverter a situação e fazer com que sobre dinheiro no final do mês, é preciso mudá-los. Antes da pandemia, eles resultaram no café ou em eventuais lanches comprados no caminho para o trabalho e em outros eventos sociais com amigos e família. Agora, eles podem estar nas compras online e pedidos de comida por aplicativos.

“Será que você não está adquirindo nada supérfluo? Muitas vezes, a ansiedade do isolamento pode fazer com que a gente compre muito mais coisa para casa”, analisa Gabriela Mosmann, economista e educadora financeira. “Minha dica é entrar no site que você gosta, colocar tudo o que tem interesse no carrinho e esperar 3 dias para fechar o pedido. Assim, o impulso de adquirir coisas passa e, depois de alguns dias, você só compra mesmo aquilo que precisa ou quer muito", complementa.

Também é necessário reavaliar os serviços listados como supérfluo, streaming de música, de séries e filmes, por exemplo, e levar em conta se eles são efetivamente usados. Se a resposta for não, é melhor optar pelo cancelamento. 


Negociações

Além de tentar diminuir os gastos, realizar negociações e quitar as dívidas antigas em atraso também é importante para aliviar o orçamento familiar, mesmo que os novos valores sejam parcelados. Assim, pode ser viável fazer o parcelamento de multas antigas de trânsito, por exemplo. É importante que os juros não sejam altos, e, se esse for o caso, prefira o pagamento integral.

As dívidas mais urgentes, como aluguel ou financiamento da casa, devem ser prioritárias. Antes de procurar os credores, tenha algumas propostas de pagamento em mente.


Investimentos

Depois de conseguir fazer com que parte do salário sobre ao final do mês, é possível começar a planejar os investimentos a médio e longo prazo, para que exista uma segurança financeira maior. “O ideal é que essa reserva de emergência seja equivalente a pelo menos seis meses do seu custo de vida. Ela deve ficar em um investimento seguro e disponível a qualquer momento”, pontua Nathalia Arcuri, especialista em finanças e fundadora do Me Poupe!

De acordo com Arcuri, os melhores investimentos são os que rendem no mínimo 100% do CDI. 

ASSESSORIA - Alice Bachiega