Pesquisa aponta que a maioria dos brasileiros evita atender o celular na rua

Redação Tarobá News
04/02/2020 07:44

A última edição da pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre roubos de celulares mostra que cerca de 84% dos brasileiros evitam usar o aparelho enquanto estão na rua. Desta forma, 33% dos entrevistados dizem que tomam precauções em qualquer rua, mas 51% afirmam que os cuidados “dependem da rua”.

O levantamento foi realizado em junho de 2019 com 2.532 internautas brasileiros que possuem smartphone. O grau de confiabilidade é de 95%, com margem de erro de 2,1 pontos percentuais para mais e para menos.

Segundo ele, as mulheres são as que apresentam mais medo. Cerca de 88% delas não atendem chamadas se estiverem na rua. Entre os homens, 79% apresentam o mesmo comportamento. Os números também mostram que a taxa de preocupação é recorrente nas pessoas que já tiveram celulares roubados.

Apenas nos quatro primeiros meses de 2019 foram registrados 38.080 ocorrências por roubo e furto de celular em São Paulo, de acordo com a SSP. Esse índice é refletido na pesquisa, em que 47% já tiveram seus smartphones roubados pelo menos uma vez. Na média, cada um já teve 1,57 aparelho levado por assaltantes.

O problema pode ser visto em diversas regiões, com vítimas homens e mulheres de diferentes classes sociais. No entanto, algumas áreas possuem a taxa maior do que outras, como acontece entre a Zona Norte e Sul da capital paulista. Na primeira, 65% dos entrevistados já foram furtados ou assaltados, enquanto apenas 34% deles já ficaram sem o aparelho de celular na Zona Sul.

A idade também é um fator diferenciador, já que entre os jovens os roubos acontecem com mais frequência, e cerca de 52% já tiveram o smartphone levado, ao passo que 34% dos participantes com mais de 50 anos relatam o mesmo.

Mesmo com a preocupação e precaução, apenas 15% das pessoas possuem um seguro para celular. A taxa de contratação do serviço é maior entre os que já foram vítimas, com 19%, enquanto os que nunca foram assaltados representam 12%.

De acordo com os produtores do estudo, entre 2018 e 2019, a taxa de entrevistados que tinham sido assaltados em menos de seis meses caiu de 23% para 17%. O mesmo aconteceu com as vítimas entre seis meses e um ano, que o índice foi de 22% para 19%. Ainda assim, a taxa para os que tinham sido furtados há mais de um ano subiu de 55% para 64%.