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Resíduos de construção podem ser reaproveitados em obras de pavimentação

Redação Tarobá News

O interesse na reutilização de resíduos de construção surgiu com a resolução n° 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), de 2002, que provocou diversas mudanças na indústria de construção. Implantar um sistema de gestão de resíduos se tornou obrigatório durante as atividades e o processo de descarte dos detritos ficou mais custoso.

Desta forma, o interesse na reutilização dos materiais aumentou. Resíduos de construções, reformas, demolições, remoção de vegetação e escavações podem ser reaproveitados desde que sejam tipo Classe A, aqueles que podem ser reciclados como agregados, como: sobras de blocos, concreto, rochas, argamassa, telhas, entre outros.

Assim, os resíduos de construção e demolição (RCD) podem ser usados como agregadores na produção de concretos e em obras de pavimentação. Estima-se que a produção do resíduo esteja entre 0,3 a 0,7 tonelada de entulho por habitante todos os anos no Brasil. Isso representa o dobro da geração per capita de resíduos sólidos domiciliares, além de 2/3 de toda a produção de resíduos urbanos gerada no país.

Existem duas formas possíveis de reutilização pré-determinadas. Instalar uma unidade de separação e tratamento é a primeira delas, em que equipamentos móveis para a redução do tamanho das rochas, como britador de mandíbula, de martelo ou de impacto sejam utilizados. A segunda forma é recorrer às usinas de reciclagem, que é o método mais indicado para o reaproveitamento dos RCD em pavimentações.

De acordo com o engenheiro Valdir Moraes Pereira, pesquisador do Laboratório de Materiais de Construção Civil do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), “a utilização do RCD vem se tornando mais usual por causa de propriedades técnicas similares aos materiais convencionais e por fatores econômicos”. Essa prática aumenta a lucratividade e reduz o impacto gerado ao meio ambiente com o descarte desses materiais.

Reaproveitar esses resíduos é uma tendência mundial. Na Alemanha cerca de 240,8 milhões de toneladas de materiais foram produzidos em 2002 e, destes 85% já foi reutilizado. Em 2008 o estado da Flórida, EUA, fixou uma meta de reaproveitar 75% dos resíduos até 2020. Na União Europeia a intenção é atingir 70% de reciclagem, mas países como a Holanda e a Bélgica almejam alcançar a casa dos 80%.

No Brasil já existem usinas de reciclagem em São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Londrina (PR), João Pessoa (PB) e Petrolina (PE).

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