Cascavel tem 0,7% de infestação por Aedes Aegypti e 12 casos confirmados de dengue

Unimed Cascavel
22/10/2019 06:49

O boletim epidemiológico semanal divulgado pela Secretaria de Saúde do Paraná confirmou 682 casos de dengue no estado, o que representa um aumento de 14,43% em relação à semana anterior. Em números absolutos, foram 86 casos a mais. Na região oeste, Nova Cantu e Lindoeste estão entre as cidades onde está mantido o alerta de epidemia. 

Ao todo, 108 municípios paranaenses têm pacientes com confirmação de dengue, e Cascavel é um deles. 


Índice de infestação

O setor de Controle de Endemias da Prefeitura de Cascavel divulgou no fim da tarde de quarta-feira (16) o resultado do 4º levantamento de 2019 do Índice de infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) na cidade. Ao longo de três dias, foram inspecionados mais de 4.300 imóveis. O LIRAa apontou infestação de 0,7% dos endereços vistoriados. Esse valor é considerado de baixo risco para epidemia, de acordo com os parâmetros adotados pelo Ministério da Saúde, que tolera o resultado de até 1%.


O pior resultado (1,4%) foi constatado na área 6, composta pelos bairros: 

• Palmeiras I
• Alto Alegre
• Santo Onofre
• Santa Cruz I
• Santa Cruz II
• FAG
• Treviso
• Paulo Godoy
• Centro II

Essas áreas estão entre as prioritárias para receberem ações reforçadas de combate na semana entre os dias 21 e 25 de outubro. 

Notificações

Desde o fim de julho, quando começou o calendário do novo ano epidemiológico, foram notificados 162 casos suspeitos de dengue em Cascavel. Desses, 12 deram resultado positivo, cem já foram descartados e outros 50 estão à espera de um parecer. 

Combate

O combate à dengue é feito por meio da prevenção. A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta para as medidas simples e que impedem a proliferação do mosquito Aedes aegypti, que é o hospedeiro do vírus e que transmite a doença para os humanos por meio da picada. Uma goto de água parada já é o suficiente para a fêmea do Aedes depositar os ovos, que têm até um ano para eclodirem, virando larvas que, em seguida, se transformam em novos mosquitos. Portanto, a questão envolve a limpeza dos quintais e recolhimento de qualquer material que possa acumular água, nem que seja uma simples tampinha de garrafa.  

Sintomas

Os principais sinais da dengue são:

• Febre alta (acima de 38,5ºC)
• Dores musculares intensas
• Dor ao movimentar os olhos
• Mal estar
• Falta de apetite
• Dor de cabeça
• Manchas vermelhas pelo corpo

Tipos

O vírus da dengue apresenta diferentes sorotipos que causam quatro variedades de dengue:

Infecção inaparente: Neste caso, a doença praticamente não se manifesta.
Dengue clássica:dengue clássica é a forma mais leve da doença, sendo muitas vezes confundida com a gripe. Tem início súbito e os sintomas podem durar de cinco a sete dias.
Dengue hemorrágica:Os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos sintomas de dengue clássica. A diferença é que a febre diminui ou cessa após o terceiro ou quarto dia da doença e surgem hemorragias em função do sangramento de pequenos vasos na pele e nos órgãos internos. 
• Febre hemorrágica da dengue (Síndrome do Choque da Dengue): Os sintomas iniciais são semelhantes aos da dengue clássica. Porém, há um agravamento do quadro no terceiro ou quarto dias de evolução, com aparecimento de manifestações hemorrágicas e colapso circulatório.

 “Quando a pessoa manifesta os sintomas da dengue, o ideal é que ela já procure atendimento médico para fazer um rastreamento e, em caso de confirmação da doença, identificar o tipo da dengue. Se a pessoa já teve dengue uma vez, infectada por um sorotipo, a chance de desenvolver a dengue hemorrágica em uma segunda infecção é maior. Normalmente, os sintomas duram de cinco a sete dias, e o tratamento é feito principalmente com hidratação e administração de medicamentos para aliviar os sintomas. Por isso, procure ajuda médica o quanto antes”, alerta a médica infectologista Diana Mara Gaboarti Mariotti.


Cuidar de você. Esse é o plano.