Como lidar com a timidez dos pequenos de forma construtiva e saber em que momento essa característica pode exigir mais atenção

Unimed Cascavel
13/08/2019 07:13

Basta alguém chegar para o seu filho pedir colo ou ficar entre as suas pernas. Ou não solta a sua mão quando chegam na casa de alguém ou a uma festa. Fica mudo quando perguntam o nome ou a idade? Tenha calma!

Todos esses casos indicam timidez na primeira infância. Segundo especialistas nas áreas de Psicologia ou Psicopedagogia, nesse período os pequenos estão construindo a sua autonomia e a situação é normal até se sentirem seguros com pessoas ou situações do dia a dia.

Desenvolvimento tranquilo

Entender como a criança se sente, aceitá-la e ajudá-la, é fundamental para que ela tenha uma convivência familiar prazerosa e um desenvolvimento tranquilo. Para isso, evite comparar as atitudes do seu filho com as de outras crianças ou até com as suas. Não cobre uma desenvoltura que ele ainda não tem. Lembre-se: cada ser humano é único e especial e tem o seu tempo de aprendizagem.

De acordo com informações da ONG Primeira Infância, se a criança é educada em um ambiente onde é feliz, brinca e interage com os familiares, não há com o que se preocupar, a não ser que as dificuldades de adaptação se tornem um sofrimento para ela.

Nesse caso, a indicação é procurar apoio psicológico. Mas é importante que os pais saibam que esses profissionais não farão com que seu filho deixe a timidez de lado de um dia para o outro. Eles vão auxiliar a lidar com o problema para que essa condição não interfira na sua aprendizagem.

Aprendendo a lidar com a timidez

Para ajudar seu filho a lidar com pessoas desconhecidas ou mesmo para não piorar circunstâncias que podem ser difíceis para ele, confira algumas dicas:

Evite criar situações em que seu filho seja o centro das atenções, a não ser que ele demonstre essa iniciativa;

Quando ele receber convite para uma festa, incentive-o a ir, fale sobre as pessoas que ele gosta e que estarão lá, as atrações e as brincadeiras que encontrará;

Não critique ou faça brincadeiras com seu comportamento introspectivo e muito menos tente compará-lo com outras crianças. Em vez disso, observe suas qualidades, conquistas – em especial quando ele conseguir superar alguma dificuldade de interação - e aprenda a elogiá-las sempre;

O convívio social pode ser mais fácil quando a criança faz algo que lhe dê prazer. Se ela se identifica com futebol, por exemplo, pode gostar de fazer aulas do esporte. Sugira aquilo que vá ao encontro do interesse dela e jamais imponha as atividades que você julga ser boa, pois essa atitude pode gerar reações agressivas e fazer com que ela se retraia ainda mais;

Estimule o contato com crianças da mesma idade desde cedo, mas não force nenhuma situação que possa ser desconfortável para ela. Especialistas dizem que isso, na escola, com os vizinhos ou mesmo familiares, aos poucos pode fazer com que se sinta segura e acolhida e passe a interagir com mais facilidade;

O mais importante é os pais observarem se a timidez e a introversão estão prejudicando a qualidade de vida da criança a ponto de fazê-la se sentir inferior.

 

Texto: Fabiana Gonçalves | Edição: Ana Carolina Giarrante e Michel Vita | Design: Alex Mendes

Fonte: ONG Primeira Infância, Revista Crescer, Mundo Psicólogos

Conteúdo aprovado pelo responsável técnico-científico do Portal Unimed.



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