O velho golpe do "João sem braço" na Assembleia Legislativa do PR

Paulo Martins
Política | Publicado em 12/12/2018 às 12:47

O projeto de lei que pretende reduzir o percentual de repasses para a Assembleia Legislativa do Paraná criou um embate não só entre o executivo e legislativo, mas também entre os próprios parlamentares.

O presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano, do PSDB, deixou claro que não vai sequer colocar em discussão a ideia de reduzir os repasses. Aproposta de redução de 3,1% para 2,5% foi apresentada ao governo pelo também deputado Plauto Miró, do DEM.

Em dinheiro, a medida representaria cerca de R$ 450 milhões em um período de quatro anos. A atual governadora, Cida Borgheti, do PP, disse que se os deputados aceitarem, ela assina já a mudança no orçamento.

Mas o presidente da casa diz que o projeto deveria ter sido incluído na lei de diretrizes orçamentárias, que já foi votada. Por isso Traiano afirma que a redução só pode voltar à pauta no ano que vem.

Comentário do Paulo Martins

Entre os dois entrevistados colocados aí nessa reportagem, destaca-se o professor Lemos como o mais correto, isto porquê, o presidente da assembléia Ademar Traiano, o que estimula pensar é algo parecido com aquela expressão do “golpe do joão sem braço”, pois essa solicitação de redução vem sendo ventilada há muito tempo e ele, como presidente da casa, não tratou do assunto pelo que se desconfia estar enquadrado no que se conhece por “politicagem”.
Tanto que o próprio governador eleito, em visita que fez a Traiano há duas semanas, discutiu e solicitou o corte da verba maiúscula da assembleia, 3,1% para 2,5% – o que alcançaria uma economia por volta de 135 milhões.
Ocorre, no entanto, que tal medida, no fim do ano, além da economia principalmente para a área da saúde, evitaria aquela velha politicagem hipócrita conhecida como “checão”, ou seja, sob holofotes, o presidente da assembléia agita um checão de devolução, transmitindo aos tolos uma ação de elevação cívica, sobre algo previamente planejado todos os anos, e que retém um dinheiro que bem poderia ter sido planejado em tempo para outros setores. Por fim, e a propósito, o presidente da assembléia não explicou – e certamente nem explicaria se lhe fosse perguntado – o que justificam os 38 milhões aprovados sem alardes e à sombra, nesse finalzinho de gestão, em favor de benefícios ao funcionalismo da casa que preside. E tudo isso sem se aportar no que acabamos de ver, ou seja, um rompante ditatorial para um parlamento que vem a ser o arrogante “está encerrada a discussão”. talvez esteja o deputado – que por sinal não custa lembrar que é a favor do pedágio – inspirado na motivação de sua reeleição, ignorando que votos lhe dão representação e não “elevação”. até parece um astrônomo que perdeu o telescópio.



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