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Tribunal recebe especialistas da PF e UFMS para o Teste da Urna

15/05/24 às 16:34 - Escrito por Tribunal Superior Eleitoral
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Na manhã desta quarta-feira (15) teve início no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a etapa de confirmação da sétima edição do Teste Público de Segurança da Urna, que representa a segunda fase do evento que ocorreu em 2023. Investigadoras e investigadores da Polícia Federal (PF) e da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) voltaram ao Tribunal para verificar se as contribuições que sugeriram para o aprimoramento das urnas eletrônicas e dos sistemas eleitorais foram adotadas.


O Teste de Confirmação ocorre até sexta-feira (17), sempre das 9h às 18h, no edifício-sede da Corte, em Brasília. O evento pode ser acompanhado em tempo real por meio do canal do TSE no YouTube.


Contribuições apresentadas

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As sugestões foram feitas pelos dois grupos na primeira fase da sétima edição do Teste da Urna, realizada de 27 de novembro a 2 de dezembro de 2023. Na ocasião, nenhum dos especialistas em computação presentes conseguiu comprometer a integridade e o sigilo do voto. Mesmo assim, a Comissão Avaliadora recomendou a repetição de cinco planos de testes executados pelas instituições.


Ao abrir o evento, o diretor-geral do TSE, Rogério Galloro, afirmou que “o TPS é fundamental para o sistema eleitoral. É ele que possibilita essa transparência e essa evolução constante no sistema eleitoral”. Segundo Galloro, o teste permite que “a população, por meio das entidades, universidades e representantes autônomos, venha aqui para testar o sistema e nos ajudar a evoluir”.


Participantes das instituições


Os integrantes da PF e da UFMS poderão testar e verificar as melhorias ao longo dos três dias. Serão executados os firmwares (programas de controle do hardware) e as mídias dos modelos 2022 e 2020 da urna eletrônica. No caso, serão testados os seguintes itens: Gerenciador de Dados; Aplicativos e Interface com a Urna Eletrônica; Software de Carga; Software de Votação; Sistema de Apuração; Kit JE-Connect; entre outros.


A Polícia Federal, que participa com cinco integrantes, quer replicar três dos seis testes executados em 2023. “Nosso objetivo aqui é sempre usar a nossa expertise, na área de segurança da informação, com um pessoal altamente qualificado, para melhorar o sistema eleitoral”, disse Galileu Batista de Sousa, perito criminal da Polícia Federal.  Ele informa que “o trabalho é feito em parceria com o TSE para viabilizar um sistema cada vez melhor e, assim, fortalecer a democracia”.


Já a UFMS trouxe quatro integrantes para analisar dois pontos de melhorias dos sistemas eleitorais. De acordo com o professor Carlos Alberto da Silva, essa etapa “é muito importante para o processo eleitoral. Às vezes a gente acha que o processo é só no dia da eleição, e não é. Tem etapas importantes antes e depois e estamos aqui para colaborar”, disse ele. 


Mário Carvalho, estudante de doutorado da universidade, afirmou que o teste “reúne uma série de pessoas que estão interessadas em contribuir para que as urnas eletrônicas e o processo eleitoral sejam efetivados de maneira segura e confiável”.


Também participam do Teste de Confirmação pesquisadores do Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores (Larc) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Os acadêmicos darão suporte às investigadoras e aos investigadores durante a execução dos planos de reteste.


Teste Público de Segurança da Urna


 O Teste da Urna ocorre desde 2009 e é um dos momentos mais importantes de auditoria do processo eleitoral. O evento é a oportunidade de unir sociedade e Justiça Eleitoral no trabalho de aperfeiçoamento da segurança dos sistemas eleitorais. O TPS acontece, preferencialmente, no ano anterior às eleições.


“O Teste Público de Segurança da Urna é um evento em que o TSE abre todos os sistemas da urna eletrônica, sistemas de transmissão, de recepção de dados da urna, para que sejam verificados e testados por qualquer brasileiro acima de 18 anos”, explica o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente.


Já a etapa de Confirmação, que ocorre em ano eleitoral, tem como objetivo constatar se o que foi encontrado na primeira fase do Teste da Urna foi devidamente corrigido para as eleições, que este ano serão municipais e ocorrem nos dias 6 de outubro (1º turno) e 27 de outubro (2º turno).


De acordo com o secretário, “os sistemas eleitorais como existem hoje são o resultado da contribuição e da parceria de toda a sociedade brasileira. Hoje temos aqui professores universitários, alunos de mestrado e doutorado e peritos em informática e em cibernética da Polícia Federal, juntos, contribuindo para tornar o sistema eletrônico brasileiro de votação cada vez mais seguro”. 


Valente explicou também que, no Teste de Confirmação, são apresentados dois códigos-fontes, o da primeira etapa e o que já contém as melhorias sugeridas. “Apresentamos o que tínhamos antes e as melhorias que foram feitas. Então, as investigadoras e os investigadores não vêm aqui somente para testar, eles podem olhar o que foi feito, cada linha de código. Cada instrução que foi alterada a partir da contribuição está à disposição para que eles vejam também”, finalizou.


Números recordes


Em 2023, O Teste de Urna registrou 85 pré-inscritos, o maior número de todos os anos. O evento contou com a participação de 33 investigadoras e investigadores, que executaram 35 planos.


participação feminina foi outro marco da sétima edição da iniciativa do TSE: do total de 33 participantes que efetivamente executaram planos de teste, seis foram mulheres, sendo duas investigadoras individuais e quatro que atuaram em equipes.

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