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CAM recebeu 350 mulheres vítimas de violência entre janeiro e outubro

25/11/22 às 17:45 - Escrito por Redação Tarobá News

O Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CAM) recebeu 350 mulheres, sendo 271 novos casos de violência e 79 recorrentes, que são aqueles em que a mulher já recebeu um atendimento, mas infelizmente voltou a sofrer violência e foi novamente atendida, entre janeiro e outubro de 2022. Esses são dados oficiais divulgados pela Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM) em alusão ao Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, celebrado mundialmente nesta sexta-feira (25).


Essas mulheres foram atendidas em diversas áreas como Serviço Social, Psicologia e Direito e receberam orientações sobre as questões ligadas a outras demandas importantes, como saúde, educação e apoio psicológico. Somente o setor de acolhida realizou 621 atendimentos nesse período. Além disso, 740 orientações jurídicas foram prestadas; 1.596 atendimentos psicológicos foram realizados e 3.433 de serviço social.


No CAM, o atendimento social é feito individualmente ou em grupo, onde as vítimas são monitoradas pelos profissionais que integram os serviços. Quando não é necessário o afastamento delas do domicílio ou do convívio direto com o agressor, elas recebem visitas domiciliares.


Segundo a secretária municipal de Políticas para as Mulheres, Liange Doy Fernandes, é importante divulgar os números dos atendimentos prestados pelos serviços da rede de enfrentamento à violência contra a mulher para que a sociedade entenda a necessidade de todos atuarem no combate a essa violência. “Hoje é o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres e nós, que trabalhamos diariamente com as políticas públicas dessa área, sabemos as dores e as dificuldades que muitas mulheres suportam e como funciona o ciclo da violência. Por isso, consideramos importante fazer esse balanço para conscientizarmos a população que essa é uma questão que precisa da união de todos para ser superada, inclusive dos homens. A ideia é mostrarmos que existem serviços para ajudar as mulheres e que é possível romper com esse ciclo”, disse Fernandes.


Casa Abrigo – É durante os atendimentos e avaliações técnicas feitos pelas profissionais do CAM, que as mulheres podem ser encaminhadas à Casa Abrigo Canto de Dália. O mesmo pode ser feito pelo Plantão da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Com isso, a Casa Abrigo Canto de Dália, acolheu 149 pessoas de janeiro a outubro desse ano, sendo 57 mulheres e 92 crianças e adolescentes menores de 18 anos, que são os filhos delas. Para ajudar essas pessoas, a Secretaria de Políticas para as Mulheres realizou 362 atendimentos de psicologia, 345 de serviço social, 650 de pedagogia, 54 orientações jurídicas e 68 atividades coletivas.


Na Casa Abrigo, as mulheres encontram um serviço que provê, de forma provisória, a proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar sob risco de morte, acompanhadas ou não de seus filhos(as). Por isso, ela fica em um local sigiloso e seguro, que de tempos em tempos transfere-se para garantir a segurança dessas abrigadas. Devido o grande perigo de morte, enquanto abrigadas, as mulheres e crianças não saem do local para trabalhar ou frequentar à escola, por exemplo, visto que elas recebem todos os atendimentos na própria casa.


Além dos serviços mencionados, 3.763 atendimentos complementares foram realizados na Casa Abrigo. Eles são atendimentos feitos em articulação com a rede municipal de atendimento à mulher nas mais diferentes políticas públicas. A intenção é assegurar os direitos das mulheres acolhidas com o acesso aos serviços públicos, principalmente na área da Assistência Social, Saúde, Educação e Segurança Pública. Entre os serviços, por exemplo, estão o auxílio a benefícios sociais do governo, o encaminhamento à consulta médica, matrícula das crianças em escolas e emissão de documentos.


Denúncias – Além dos serviços já mencionados, a Secretaria da Mulher tem atuado no Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos com o Município de Londrina, para o recebimento, o encaminhamento e o processamento de denúncias de violações de direitos humanos, por meio do Ligue 180 e do Disque 100. Por meio desses telefones, de 20 de junho até o dia 17 de novembro, foram recebidas 242 denúncias de violência contra mulher. Desse montante, 46 foram registradas através do CAM, 42 pelo Conselho Tutelar e 154 relacionadas à pessoa idosa, com deficiência, em situação de rua ou em vulnerabilidade social e econômica.


Onde encontrar ajuda – As mulheres que estão sofrendo violência podem buscar ajuda no Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CAM), que fica na Avenida Santos Dumont, 408, no Boa Vista. O atendimento é feito de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, sem agendamento prévio e pelo telefone (43) 3378-0132.


A Prefeitura de Londrina também disponibiliza uma lista completa com todos os endereços e telefones de contato dos serviços da rede de enfrentamento à violência contra a mulher. Para acessá-la, basta clicar aqui. Estão à disposição outros serviços, como a Delegacia da Mulher, pelo número (43) 3322-1633, que atende por telefone e por WhatsApp; o Plantão da Delegacia da Polícia Civil, no (43) 3378-3000 (funciona 24 horas por dia); a Central de Atendimento à Mulher 24 horas pelo Disque 180; a Polícia Militar no Disque 190; e a Patrulha Maria da Penha, pelo 153.

 

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