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Estudantes de Londrina promovem “Abraço na escola” nesta sexta-feira

30/11/22 às 12:06 - Escrito por Assessoria de Imprensa

Na próxima sexta-feira (02), às 12h, estudantes do Colégio Estadual Professora Olympia Morais de Tormenta, um dos escolhidos para integrar o projeto “Parceiro da Escola” (Edital 03/2022) em Londrina, irão promover a ação “Abraço na escola”. Segundo João Pedro Ferreira de Castro, estudante do Colégio e presidente do grêmio estudantil, a atividade busca demonstrar a rejeição programa que concede a administração de 27 escolas públicas para iniciativa privada no estado.


“A atividade é aberta a toda comunidade, inclusive, para outros alunos que não necessariamente estudam no Colégio, como pais, familiares, toda comunidade, para quem talvez tenha alguma dúvida sobre a terceirização”, indica.


Desde que o governo Ratinho Júnior (PSD) anunciou a medida, uma série de mobilizações foram convocadas por parlamentares da oposição, forças sindicais e comunidades escolares a fim de rechaçar mais esta tentativa de privatização do ensino público paranaense. “Eu vejo que as pessoas estão acordando, se familiarizando com a situação e se informando e notando que esta não é uma atitude favorável para educação”, avalia Castro.


Em Londrina, o Sindicato dos Trabalhadores de Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) tem realizado reuniões com as equipes, estudantes e responsáveis das quatro escolas afetadas. Além do Olympia Morais de Tormenta, foram escolhidos o Colégio Estadual Professora Lúcia Barros Lisboa, Escola Estadual Rina de Francovig e Escola Estadual Roseli Piotto.


Na quarta-feira (23), o Núcleo Regional de Ensino de Londrina também chamou as comunidades escolares para um encontro a fim de debater o modelo de gestão proposto pela SEED (Secretaria Estadual de Educação). A fala da coordenadora, Jéssica Pieri, foi acompanhada de protestos de estudantes e docentes.


A consulta pública, que decidirá se o projeto será aplicado a partir do ano letivo de 2023, acontecerá nos dias 5, 6 e 7 de dezembro. De acordo com o edital, o programa passará por consulta popular. Estudantes a partir de 18 anos poderão votar, já os menores de idade poderão ser representados por seus pais ou demais responsáveis.


Castro pontua também que os alunos das escolas indicadas no município estão dialogando para juntos organizarem manifestações que expressem o rechaço ao projeto. “Se os alunos estão contra a terceirização é porque tem algum problema. Nós não sabemos exatamente o que está sendo passado para gente”, afirma.

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